Por Mayrseu Cople Bahia - Ten Cel Reformado do Exército Brasileiro
Pressupõe-se que no regime democrático os Poderes da República, isto é que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário funcionem de maneira independente e harmônica e que interpretem o cumprimento dos preceitos Constitucionais de maneira séria e respeitosa, cabendo a cada um, nas esferas das suas atribuições, exercer o seu papel objetivando a governabilidade do país e, conseqüentemente, a busca do bem comum do povo brasileiro.

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O que se observa é que a retórica política, seguindo uma ética e uma moral  próprias do faz de conta, defende, em nome do povo, preceitos de uma verdade maquiada e deturpada. Na verdade agem em proveito próprio ou de grupos de interesses comuns, sem qualquer constrangimento com os resultados.

A falta de autoridade e o desrespeito à Constituição Brasileira é uma constante que vem sendo praticada por autoridades dos três poderes, por meio de intromissões indevidas nas atribuições legais de cada uma delas.

As medidas provisórias, por exemplo, vêem sendo editadas pelo Poder Executivo sem qualquer critério constitucional e em quantidades alarmantes, usurpando as atribuições do Legislativo que, por sua vez, as aprova mas recorre ao Judiciário, alegando a inconstitucionalidade dos procedimentos.

O Judiciário,  em reunião solene e plena, reconhece a  violação da Constituição, tanto pelo Executivo, que as emite, como pelo Legislativo, que as aprova. O próprio Judiciário, não sendo respeitado, silencia e não exige as providências legais para anular os atos do Executivo e do Legislativo  

Assim sendo, passamos a incorporar um novo conceito de independência dos Poderes da República, isto é, cada um faz de conta que cumpriu os seus deveres e o povo finge que aceita, se omite e continua reelegendo os seus candidatos.

A sociedade esclarecida e de bem permanece anestesiada e calada sem saber o que fazer.

No final os privilegiados continuam recebendo os seus polpudos salários como se estivessem cumprindo, fielmente a Constituição Federal.

O povo permanece inculto, alienado, amorfo e cada vez mais dependente das esmolas governamentais, sem educação, saúde, segurança, transporte e, uma significativa parcela, alimentando a marginalidade.

Os movimentos ditos sociais fazem, ilegalmente, o que bem entendem, de maneira crescente e coordenada, com os seus objetivos declarados e sem serem penalizados pelo governo.

As instituições com competência legal para zelarem pelo cumprimento dos preceitos constitucionais visando o cumprimento da lei e da ordem, também se omitem.

O país virou um samba do crioulo doido. Até quando?

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