Reportagem deste domingo afirmou que o episódio ‘tumultua’ a disputa presidencial
por O Globo
20/10/2014 10:57 / Atualizado 20/10/2014 11:07   
 Paulo Roberto Costa estava vivendo um sonho de “homem do petróleo”, segundo jornal americano - Ailton de Freitas 

 RIO — O jornal americano New York Times, em sua edição eletrônica, publicou uma reportagem sobre o escândalo de desvio de recursos da Petrobras e suas consequências para a eleição do próximo presidente. Com o título “Escândalo em companhia brasileira de Petróleo tumultua campanha presidencial”, o texto menciona que o episódio destacou a competição ideológica das visões de como a Petrobras, que segundo o jornal “fez algumas das maiores descobertas de petróleo no mundo neste século”, deve ser administrada. “O caso apresenta um enorme desafio para a presidente Dilma Rousseff, que está em uma amarga batalha eleitoral contra Aécio Neves”, consta no texto.

“Com os dois candidatos lutando um contra o outro pela opinião pública, Aécio Neves está aproveitando o escândalo do petróleo para atacar Dilma Rousseff e sua administração”, afirma o New York Times. A reportagem diz ainda que desde que Dilma Rousseff assumiu, exerceu grande controle sobre a empresa de energia, alinhada com sua visão de que “grandes empresas estatais” deveriam ser os pilares do desenvolvimento brasileiro”.

A publicação afirma que, se provado, o esquema de desvio de recursos da estatal tornaria “pequenos” casos de corrupção anteriores, como o mensalão, chamado de “esquema de compra de votos que resultou na prisão de figuras de destaque no Partido dos Trabalhadores em 2013”. A punição para o caso, de acordo com o New York Times, foram vistos como uma melhora “sem precedentes” na cultura política, em que “a impunidade prevaleceu longamente”.

O jornal explica a participação do ex-diretor da Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa no esquema, e como sua delação premiada ampliou o alcance do escândalo. A reportagem diz que Costa estava vivendo o sonho de um “homem do petróleo”, mas que esse sonho “evaporou” quando ele foi preso. O texto cita que o ex-diretor tinha posses, como um iate e um carro de luxo, além de mais de US$ 25 milhões em contas bancárias na Suíça e nas Ilhas Cayman.
 

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