Por Plácido Fernandes Vieira - CORREIO BRAZILIENSE - 11/10/14
É espantoso o tamanho da organização criminosa montada para desviar dinheiro da Petrobras. A roubalheira se estendia a outras áreas, além da de Abastecimento, sob a direção de Paulo Roberto Costa. A confirmarem-se as delações do homem-bomba e do doleiro Alberto Youssef, o mensalão - que levou parte da cúpula do PT à cadeia - foi café pequeno perto das maracutaias que sangraram os cofres da estatal nos governos Lula e Dilma.
Apesar do silêncio de Lula (que no mensalão jurou não saber de nada ), e de Dilma afirmar que também não tinha conhecimento da ladroagem na Petrobras, a maior parte do dinheiro afanado, contaram Costa e Youssef, ia para o PT, o PP e o PMDB. Em vez de beneficiar escolas públicas e hospitais, a grana do petróleo jorrava mesmo era para o bolso de espertalhões e foi parar em campanhas eleitorais que mostram, na tevê, um Brasil de mentira no qual muita gente sonha em viver.

De início, agentes da PF investigavam um esquema de lavagem de dinheiro comandado por Youssef. Meio por acaso, acabaram descobrindo a jazida de corrupção na Petrobras. Se, antes, estimava-se que a quadrilha comandada pelo doleiro havia movimentado R$ 10 bilhões, as revelações dos réus à Justiça Federal apontam para cifra ainda mais astronômica.

Foi com medo de acabarem como Marcos Valério, operador do mensalão punido com a maior pena por participação no escândalo, que Costa e Youssef - que se dizem apenas um elo menor do petroduto - fizeram acordo com a Justiça. Em troca da redução da sentença, eles prometeram contar tudo sobre o assalto à estatal. Por isso, sabe-se agora, em detalhes, pela versão dos dois, como a maior empresa brasileira transformou-se num poço sem fundo de corrupção durante os governos petistas

 

Comments powered by CComment

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar