Cap Luis Fernando, Tarso Genro , Lula e Dilma

 Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos
Encaminho mensagem de um experimentado, brilhante e respeitado Oficial do Exército, já falecido, Cel Cav Argemiro de Souza Dias Neto, meu sempre saudoso compadre, ao jovem Capitão sem vocação para o serviço da Pátria nas fileiras do Exército de Caxias.
O Cap Luis Fernando pretendia, como Oficial, ser eleito para alguma coisa em sua vida, imaginando  poder representar um tipo de militar que pensa que é militar.
Nunca foi eleito, pois qualquer plataforma política que se coloque contra os sábios e consagrados regulamentos militares está equivocada na origem e fadada à pregação do caos!
Se as Forças Armadas contam hoje em dia com o maior índice de confiabilidade entre as instituições nacionais, isto se deve, principalmente, aos princípios de ética, honra, pundonor, disciplina e dever pregados  em seus regulamentos e religiosamente praticados por seus integrantes.
O prestígio das Forças Armadas se baseia no princípio da Autoridade que, em última análise, resume-se ao sábio ditado: "O Regulamento é para todos".
Esta carta é uma lição que deve ser lida e aprendida por todos os jovens militares que pretendem, com entusiasmo, patriotismo e espírito cívico, fazer algo de bom por este amado País!
                                                                      xxx

 "Prezado Cap Luis Fernando Ribeiro de Souza,
            Li sua mensagem ao Globo de 26/06/2006 e fiquei preocupado.
Eu me chamo Argemiro de Souza Dias Neto, sou coronel Ref do nosso (?) glorioso EB, mas não venho neste momento me manifestar como coronel, como chefe ou mais antigo, mas sim como soldado que fui durante minha vida toda (36 anos na ativa).
Tenho um filho 1º Ten da turma de 2000, já quase Cap e seu contemporâneo na AMAN, que serve aí no Rio, o qual visitei recentemente. Estive, por diversas vezes, reunido com jovens Oficiais (Cap e Ten) que servem com ele e nunca, friso, nunca ouvi algum deles falar em "Capitanismo".
Moro em Campo Grande, MS, e convivo bastante com a jovem oficialidade da guarnição, principalmente, do 20º RCB, e nunca, friso novamente, nunca ouviu falar em tal movimento. Os jovens oficiais que servem na fronteira e que, eventualmente converso, muitos deles meus ex-subordinados e ex-alunos (comandei o 17º de Cavalaria e o CMCG) nunca comentaram nada sobre o tal "Capitanismo". Fico imaginando donde saíram os 5000 militares organizados a que se referiu.
Com relação à Missão Francesa, gostaria de esclarecê-lo que ela não "impôs" nada ao nosso EB, pode até ter sugerido e nossos chefes e legisladores de então, terem aceitado, o que foi muito bom para nós, senão, como exercermos o poder moderador sem parcialidade? Aliás, caro Cap Luis Fernando, devo esclarecê-lo também que o Duque de Caxias e o nosso Marquês de Herval foram senadores do Império, não da República. Bons tempos!!
Ditadura militar, capitão!!! Mas essa é a linguagem usada pela "comunada revisionária", meu jovem oficial. Não é linguagem de milico bem formado e informado. Acho que você deve conversar mais com seu pai, com seus oficiais superiores, ler reportagens dos jornais da época, livros sérios, etc.
Pelo meu tempo de serviço dito acima, você poderá ver que, pelos seus parâmetros, pertenço à 2ª geração, e dou aqui meu testemunho que pode ser confirmado por outros oficiais contemporâneos: em nenhuma ocasião nossos instrutores da AMAN nos ensinaram a desrespeitar as liberdades individuais, muito pelo contrário, nos ensinaram sim a defender a liberdade, a igualdade, a fraternidade e a justiça.
Que estória é essa, meu jovem capitão, da Constituição Federal estacionar no Corpo da Guarda dos quartéis? Logo os militares que são os guardiões da lei e da ordem? Se algum militar não cumprir as leis é punido.
Capitão, disciplina e hierarquia são os pilares que sustentam as Forças Armadas no mundo todo. Nossos regulamentos facultam a qualquer militar que se sentir prejudicado, após esgotar os trâmites administrativos, buscar a justiça comum, que é o que você deve ter feito.
Prezado jovem oficial, pelo que li em sua mensagem, acho que você escolheu ou foi escolhido talvez, a profissão errada. Você, jovem ainda, mostra que nasceu político. Alguns parágrafos de sua peroração são demagogia pura e me lembram os 10 milhões de emprego e Fome Zero de um certo candidato a presidente em 2002.
Partilho sua opinião de que devemos ter uma representação forte no Congresso Nacional, mas não com militares da ativa que têm sua missão vocacional a cumprir, mas com os militares da reserva que comungam nossos mesmos ideais, formados que fomos pelas mesmas escolas.
Se você está na ativa, sente que não é essa sua missão na vida, peça demissão e vá cumprir o seu destino. Não se volte contra o prato que seu pai comeu a vida toda e você também. Tenha coragem, largue a muleta que você fez do EB e caminhe com suas próprias pernas rumo aos seus sonhos e que seja muito feliz.
Ah! Já ia me esquecendo, meu pai era motorista de táxi.
 Argemiro de Souza Dias Neto
  Cel Cav Ref"

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