Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos
Voltando ao tema das respostas das Forças Armadas às demandas da “Comissão da Versão” a respeito de atividades repressivas ao terrorismo realizadas em instalações militares durante a “luta armada”, período no qual os quartéis, por abrigarem os recursos humanos e o armamento de guerra passaram a ser alvos e objetivos do planejamento estratégico do inimigo, sinto-me compulsado a repetir que no combate ao terrorismo essas instalações assumiram a condição de locais de combate e de atividades essenciais à guerra, como a de inteligência militar.

Em ambiente de terrorismo urbano, onde o inimigo se mistura e busca confundir-se com a população, a inteligência faz o papel da peneira que, a partir de uma grande quantidade de fragmentos, retém apenas o conhecimento necessário para identificar e isolar o inimigo com o objetivo de, posteriormente, neutralizá-lo ou destruí-lo com segurança e com os menores efeitos colaterais sobre civis inocentes!

É fácil, por conseguinte, concluir que esta atividade poderia ser realizada, como foi, em quaisquer instalações, desde que fossem seguras, seja pela dissimulação, seja pela segurança orgânica dos quartéis ou das delegacias de polícia.

Graças a esse trabalho, aquela guerra foi vencida como uma bem sucedida intervenção cirúrgica - rápida, precisa, objetiva, segura, eficiente, quase indolor e com pronta recuperação do paciente, neste caso, a Nação brasileira!

A insistência dos comissários do PT para receber de forma concreta e oficial o que a lógica torna evidente, não tem outro objetivo do que atender à obstinada e, para eles, indispensável demonização das FFAA - talvez as únicas instituições não aparelhadas ou comprometidas com seus objetivos totalitários -, já que, sem elas, estes se tornam inatingíveis. Daí a necessidade fundamental de tirar-lhes o prestígio e a confiança que têm e sempre tiveram junto à sociedade a que servem.

Outra demanda da lógica que, em tempos de intoxicação metal produzida pelas técnicas gramscistas, fica descaracterizada é o fato de que, naquele tempo - como em qualquer outro e até os dias de hoje - os bandidos, os inimigos do povo e a ameaça à paz e à segurança nacional eram os terroristas, não os que os combatiam.

Apenas no Brasil da era pós-moral há esta estarrecedora inversão de valores: Canalhas viram vítimas e heróis são tratados como bandidos!

Já disse e repito: Escarafunchar um passado de meio século - buscando consequências, sem considerar circunstâncias e causas -, além de perda de tempo, é desconsideração e descaso para com a totalidade dos brasileiros honestos, pacíficos e trabalhadores que, hoje, são torturados e mortos diuturnamente pela compensação do crime e pela insegurança em todos os setores da vida pública e privada, vítimas da irresponsabilidade, da desonestidade, da incompetência e das inconfessáveis intenções dos atuais governantes.

= Nenhuma ditadura serve para o Brasil – Gurpo Ternuma =

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