(Osmar José de Barros Ribeiro, em 27 Ago 2014)
A recente e trágica morte do candidato do PSB à Presidência da República mexeu com a emotividade do povo. A ampla cobertura midiática do evento, desde o início insinuando que Marina Silva, então candidata a vice, tinha grandes possibilidades de ser apontada como cabeça de chapa em substituição ao falecido Eduardo Campos, provocou toda uma onda de opiniões favoráveis, haja vista ela possuir bom capital de votos, como ficara claro na eleição anterior. A insinuação logo se tornou realidade e uma disputa que seria limitada a Dilma Rousseff pelo PT e Aécio Neves pelo PSDB, passou a ser uma disputa entre este e Marina, com vistas ao segundo turno da eleição presidencial.
Aos que não se alinham às ideologias esquerdistas e/ou sonham ver o Poder Executivo ocupado por alguém que alie competência administrativa à honestidade no trato da coisa pública, convém uma apreciação, ligeira e incompleta, quanto aos postulantes melhor colocados na corrida presidencial:
- Dilma Rousseff: terrorista na juventude, não teve sucesso na administração de uma loja dessas conhecidas como de R$1,99; exerceu cargos na administração estadual do Rio Grande do Sul (era filiada ao PDT) e na administração federal (já então, petista); indicada por seu chefe e mentor, Luís Inácio Lula da Silva, foi eleita presidente da República no 2º turno da última eleição presidencial. Busca a reeleição. Alinhada aos propósitos petistas, segue os ditames do Foro de São Paulo e levou a economia nacional a baixos padrões de eficiência. As necessárias obras de infraestrutura arrastam-se sem solução; a educação pública rasteja nos últimos lugares segundo a ONU; a segurança está um caos e as Forças Armadas são empregadas em missões de polícia; a saúde é uma lástima e a solução encontrada (importar médicos cubanos) apenas reforça os debilitados cofres de Cuba. Em seu governo, assistimos a vários casos de corrupção cujos responsáveis, por necessidades eleitorais, hoje estão reabilitados.
- Aécio Neves: iniciou-se na política como assessor de imprensa do seu avô, Tancredo Neves, falecido sem assumir a Presidência da República para a qual fora eleito em eleição indireta; deputado federal por quatro mandatos, eleito e reeleito governador de Minas Gerais, em 2010, foi levado à senatoria, com a maior votação do Estado. Possui vivência política e experiência administrativa. Contra ele, a utilização de um aeroporto não homologado pela ANAC e situado a cerca de uma légua de propriedade familiar, o ter sido flagrado dirigindo sem documento de motorista e sua fama de playboy.
- Marina Silva: ex-militante do PCdoB, ligada à Teologia da Libertação e hoje evangélica, natural do Acre, foi vereadora, deputada estadual e senadora por aquele Estado. Como ministra do Meio Ambiente criou toda sorte de entraves à agroindústria e à construção de hidrelétricas; conhecida por suas posições extremadas na defesa da ecologia, nas últimas eleições presidenciais concorreu pelo Partido Verde, tendo alcançado expressiva votação. Hoje, concorre pelo PSB.
Tudo indica que, movido pela emoção e pela busca de novos caminhos na política nacional, o universo de eleitores levará Marina Silva ao 2º turno, com boas chances de vitória, na medida em que passa sinceridade e seriedade em suas propostas, seja qual for o oponente.
O grande risco que o Brasil corre será, salvo melhor juízo, a repetição, com outros ingredientes, do conflito havido no governo Fernando Collor entre o Executivo e o Legislativo.
O resultado, não será bom. Quem viver, verá!

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