Por Aileda de Mattos Oliveira (22/8/2014)

Dizem que se avalia um homem pelas suas ações na vida pública e privada. Comecemos com as da vida pública dos parasitas da Nação.

Do centro babilônico do poder, fermentam conceitos doutrinários que se materializam em ações predatórias, varrendo o País numa síndrome de improbidade e de promiscuidade que o vem desmantelando, desgraçada e impunemente.

Quaisquer cargos são meios de debilitar o Estado pelo caráter corrompido de seus ocupantes. Assim, prevarica o homem político brasileiro, sem pudor, sem responsabilidade, sem deveres, sem obrigações quanto aos destinos da Nação. Sanguessugas incrustados em todas as instituições para facilitar a engorda de seus negócios escusos.

Parceiros da presidente ajudam-na a tornar-se vitalícia e cumprir a promessa a Fidel de implantação do socialismo no Brasil. Não importa a incapacidade no trato da coisa pública; não importa a incivilidade no trato diplomático. Irmanam-se em tornar privado o que é público para comprar o coletivo.

O homem da Justiça submete-se. O homem da Imprensa bajula. O homem da Educação perverte. O homem da Saúde insensibiliza-se. Minúsculos diante da grandeza do País, que mesmo vítima das ações dessas almas mais degeneradas do que a de Dorian Gray*, não se deixará subjugar à psicopatia da ideologia infame.

Vejamos, agora, as ações de um homem, retaliado por esse bando de incapacitados que emperra o País.

Ele jurou defender a Pátria. Vive em regiões longínquas, convive com a população relegada. Movimenta-se com a família, de tempos em tempos, sem objeção, pois a abnegação em dedicar-se, disciplinarmente, às obrigações de seu ofício engrandece-lhe o espírito. Este é o homem: o Militar Brasileiro, de Sempre!

É a ele que cabe o estudo minucioso do Brasil, nos seus mais distintos aspectos. É a ele que cabe estabelecer um corpo estratégico de defesa, não a um político mercador, condicionado à compra e à venda de favores; não a um Ministro da Defesa de fancaria, garimpado num veio esgotado.

É dele o trabalho de assistência às populações locais e em calamidades, ações do poder público, sempre omisso, ignorante dos problemas nacionais. É a ele a quem recorre o índio necessitado de atendimento, que devia integrar-se à sociedade e usufruir de seus benefícios, participando do desenvolvimento da Nação, como brasileiro que é.

É a ele que recorrem as Secretarias de Segurança, quando seus métodos paliativos, sem planejamento, fracassam pelo jogo de interesses. É ainda a ele que clama a população sem vontade, ingrata e injusta para o restabelecimento da ordem que o caos estimulado pelo governo antidemocrático desestabiliza.

É a ele que cabe preencher a ausência de políticas públicas na Amazônia, ficando nas mãos das OM de fronteiras a responsabilidade de escolas, professores e alunos dos Ensinos Fundamental e Médio e de centros profissionalizantes, pela inação governamental.

É ele que leva a língua portuguesa aos mais distantes pontos do País, mantendo a unidade territorial por via da unidade linguística.

É ele que, com lisura e seriedade, constrói estradas e poços, levando brasilidade aos brasileiros de pontos esquecidos do Brasil.

Ante a clamorosa diferença entre as ações egocêntricas do homem político e as ações que visam ao bem comum do homem militar, conclui-se que a conduta moral é inerente ao homem da caserna.

Por reconhecer a seriedade na execução das ações em defesa do País e de sua população, a parte consciente da sociedade aplaude a reta conduta do Militar Brasileiro, de Sempre, e rende-lhe homenagens neste seu dia 25 de Agosto, Dia do Soldado, por constatar ser ele o homem que, realmente, governa o Brasil.

*Personagem de Oscar Wilde. Permaneceu jovem, mas a sua alma se decompôs.

(Dr.ª em Língua Portuguesa, membro da Academia Brasileira de Defesa.)

 

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