Tribuna da Internet - 18/08/2014 
Carlos Newton

Se a candidata Marina Silva tiver juízo, parar de fazer oposição radical às hidrelétricas e ao moderno agronegócio, que se tornou o maior potencial do Brasil no mercado internacional, e se aceitar que o país tem de ser laico e abrigar todas as religiões, certamente vai disputar a eleição com grande chance de chegar ao segundo turno.

Mas se continuar defendendo esses dogmas político-religiosos, poderá atrair uma rejeição enorme a seu nome, inviabilizando sua ida para o segundo turno e abrindo espaço para crescimento de Aécio Neves, que é hoje o preferido do mercado financeiro e do empresariado em geral.

Marina Silva, ressalve-se, também consegue entrada no mercado, através de empresários ecologistas que se tornaram seus principais patrocinadores, especialmente a empresária paulista Maria Alice Setubal, também conhecida por Neca (de “boneca”). O apelido foi dado pelo pai, o falecido criador do Banco Itaú, Olavo Setubal, encantado pela única filha mulher, nascida em 1951, a segunda de outros seis, todos homens.

Doutora em Psicologia da Educação pela PUC de São Paulo, Maria Alice é amiga íntima de Marina Silva, dirige uma importante fundação, a Tide Setubal, e fundou o Centro de Pesquisa para Educação e Cultura (Cenpec), entidade de referência no setor. Além disso, Neca Setubal também administra, ao lado do marido, um hotel-fazenda no interior paulista.

Traduzindo: dinheiro não será problema para a campanha de Marina nessa reta de chegada, e a maior dificuldade vai ser a resistência que a  candidata desperta com suas teses radicais no tocante à religião e à ecologia.

Se tiver um ataque de lucidez se comportar com maior maturidade política, apresentando ao país uma Carta aos Brasileiros que desfaça essas restrições, Marina fará um estrago nas campanhas de Dilma Rousseff, de Aécio Neves e até do Pastor Everaldo, que também perderá preciosos votos de eleitores evangélicos.

De toda forma, uma coisa é certa: teremos segundo turno, sem a menor dúvida.

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PS – Foi de cortar o coração assistir aquelas crianças ao lado da mãe, se despedindo do pai que se foi tão cedo e de maneira tão trágica que nem o rosto dele puderam beijar pela última vez. Que Deus os proteja e a nós não desampare.

 

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