Portal Terra  - 05/08/14
Magistrado manteve prisão de ativistas acusados de serem "black blocs"; perícia teria indicado que, ao contrário da suspeita, os manifestantes não portavam artigos explosivos
Ativistas presos em SP não tinham explosivos, diz perícia
Ao fundamentar na última sexta-feira a negação do pedido de liberdade a dois ativistas presos durante protesto em São Paulo, o juiz responsável qualificou a ação do grupo dos manifestantes como "vergonha mundial". Na decisão, o magistrado também se refere aos acusados como pertencentes à chamada "esquerda caviar", expressão usada para qualificar indivíduos rebeldes que usufruem daquilo que criticam no mundo.

"(As) manifestações pacificas foram perdendo sua legitimidade na medida em que passaram a nelas se infiltrar os denominados "Black Blocs", que passaram a promover todo tipo de arruaça, depredação, destruição e horror, vergonha nacional e mundial", analisou o juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo.
"Este grupo atenta contra os Poderes Constituídos (...) além de, descaradamente, atacarem o patrimônio particular de pessoas que tanto trabalharam para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, telefone celular, conforme se verifica das imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam de uma denominação grafada em língua Inglesa, bem ao gosto da denominada 'esquerda caviar'", completa o texto.
A decisão, publicada no dia 1º de agosto, indeferiu o pedido de libertação de Fabio Hideki Harano, 26 anos, estudante e funcionário da Universidade de São Paulo, e de Rafael Marques Lusvargui, 29 anos, ex-policial militar, detidos desde o dia 23 de junho, após um ato contra a Copa do Mundo. Segundo o jornal Folha de S; Paulo, laudos de perícia da Polícia Militar e da Polícia Civil apontaram que, ao contrário da suspeita inicial usadas para a determinação da prisão de ambos, não foram encontrados artefatos explosivos com a dupla.
 

Comentários  
#5 Jonas Lisiero 07-08-2014 08:13
Para surpresa geral e indignação, assisti ontem no noticiário da TV o advogado dos tais ativistas e sabem quem era? O amigo do Cesare Battisti o insuspeito Luiz Eduardo Greenhalgh, sim ele mesmo, aquele que quando deputado federal pelo PT/SP foi o relator da proposta para a criação do estatuto do desarmamento que visava acabar com a violência no país. Greenhalgh é militante ligado ao lulopetismo e discípulo de Marighela, de quem é um grande admirador e seguidor.
#4 Francisco Cioffi 06-08-2014 13:27
Vejam o perfil do desembargador que soltou os ativistas no Rio, identifica-se com Che Guevara, Fidel e companhia. Fica fácil entender a soltura !
#3 Luis von 05-08-2014 22:38
Mantendo os pilantras presos as forças de segurança contribuem para um mundo melhor
#2 Domenico 05-08-2014 22:11
A hipocrisia lidera esses ativistas-esque rdistas, pois curtem o capitalismo e não abrem mão das benesses que o mesmo oferece. São neófitos, comandados pelos bodes-velhos-so cialistas/comun istas e servis às ideologias que vão de encontro aos seus consumismos! Tênis caros, celulares de última geração, etc... Vão viver em Cuba, pois lá terão isso e muito mais !...
#1 Carlos de Carvalho 05-08-2014 19:50
Se fosse no RIO, já estariam soltos, por ordem de um Desembargador.. .
Adicionar comentário