Pela editoria do site
“Líder estudantil, preso pela ditadura e exilado Carlos Minc nasceu no Rio em 1951.Foi líder estudantil e chegou a ser preso durante a ditadura em 1969. Com a repressão, foi para o exílio na Europa. Em 1979, retornou ao Brasil, beneficiado pela Lei da Anistia. Minc foi professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ. Tem mestrado em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutorado em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne (1984).Tem dois filhos.

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Em entrevista ao Globo este ano, o governador Sérgio Cabral considerou positiva a atuação do secretário. Classificou Minc como um pragmático.

- A bandeira ambiental que ele carrega a vida inteira agora se combina com o pragmatismo, a objetividade e a eficiência. Ele é um exemplo para o Brasil como gestor ambiental – disse Cabral. “

Parte da matéria publicada no jornal O Globo de 14/05/2008
 Autores: FábioVasconcellos,  Helena Celestino e Túlio Brandão

 

Observações do site:

Parece-nos que faltou tempo aos  repórteres para uma pesquisa mais profunda, a fim de transmitir aos seus leitores o currículo completo do “lider estudantil”. Na realidade, o jovem Carlos Minc Baumfeld , não foi preso pela ditadura por ser líder estudantil, mas sim, por atuar ativamente na luta armada.

 Camarada de armas da ministra Dilma Roussef, atuou no Comando de Libertação Nacional – COLINA-,  onde participou, juntamente com outros militantes,  do assalto ao Banco Andrade Arnaud, na rua Visconde da Gávea, 92, no Rio de Janeiro, de onde foram roubados cerca de R$ 45 milhões de cruzeiros. Na ocasião foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.

 Posteriormente, com a fusão do COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR-,  o novo grupo passou a chamar-se  Vanguarda Armada-Palmares – VAR-Palmares.

A VAR-Palmares foi uma das responsáveis, entre outros crimes, pelos assassinatos do marinheiro inglês David A. Cuthberg e do delegado de Polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.

Dentre as principais ações da VAR-Palmares destacamos, além dos brutais e traiçoeiros assassinatos citados:

 

- A grande ação

Com a finalidade de solidificar a fusão da VPR com o Colina e obter recursos para o novo grupo que surgia, a VAR-Palmares, foi planejado o roubo de um cofre da residência de Ana Capriglione Benchimol, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.

Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, entre ele, Carlos Minc Baumfeld, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarães de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Capriglione, com o pretexto de busca de  “documentos subversivos”. Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao 2º andar e levou, com a ajuda  de cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 kg,  que foi colocado numa Rural Willys. Em menos de trinta minutos consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil. Levado para um aparelho localizado próximo da Taquara, Jacarepaguá, o cofre foi aberto, e os assaltantes puderam ver , maravilhados,  milhares de cédulas verdes. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da “grande ação “.

O destino desses dólares é discutido até hoje. Fala-se em compra de armas, distribuição entre as regionais da VAR-Palmares, pequenas cotas aos militantes e até na remessa de um milhão de dólares para a Argélia. Fala-se, também, em contas na Suíça. Ao certo, jamais houve uma contabilidade dessa fortuna.

Os dois estarão bem à vontade, trabalhando no mesmo governo. Afinal, Dilma Roussef, a companheira Estela,  foi o cérebro do Plano de Ação do Cofre, por coincidência – PAC -, e Carlos Minc, o companheiro Jair, Orlando ou José, um dos executantes.

 

 Fontes: Orvil

Ternuma

A Verdade Sufocada - A história que não quer que o Brasil conheça, de Carlos Alberto brilhante Ustra

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