Entre os que continuam presos está Elisa Quadros, a Sininho, apontada como líder do grupo

Por Antônio Werneck e Waleska Borges
O Globo – 17/07/2014

O juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de cinco ativistas detidos, no último sábado, por suspeita de envolvimento em atos violentos durante protestos no Rio. O pedido foi feito pela Polícia Civil, que investiga o caso desde setembro do ano passado. Tiveram a prisão prorrogada: Elisa de Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho; Tiago Teixeira Neves da Rocha; Eduarda Oliveira Castro de Souza; Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D’Icarahy. Sininho é apontada pela polícia como líder do grupo.

Ao todo, a Justiça expediu 26 mandados de prisão e 19 pessoas foram detidas, entre elas, dois menores. Na última terça-feira, 12 ativistas foram beneficiados por habeas corpus. A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou, na tarde desta quarta-feira, que os ativistas que ganharam habeas corpus ainda não haviam sido soltos porque os documentos de liberação não tinham chegado. O grupo é acusado de formação de quadrilha armada. 

NOVAS PRISÕES PODEM ACONTECER

Serão soltos a advogada Eloísa Samy, Rebeca Martins de Souza, Bruno de Souza Vieira Machado, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Pedro Brandão Maia, Felipe Frieb de Carvalho, Felipe Proença de Carvalho de Moraes, Rafael Rego Barros Caruso, Gerusa Lopes Diniz, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro e Joseane Maria Araujo de Freitas.

A prorrogação da prisão foi pedida pela delegada Ranata Araújo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. O delegado Alessandro Thiers Pinho Alonso, titular da DRCI, disse que, até amanhã, concluirá o relatório sobre o caso e novas prisões poderão ser feitas.

Durante a investigação, a DRCI obteve informações de que o grupo planejava uma manifestação violenta para a final da Copa. O inquérito teria escutas telefônicas que comprovariam a compra de fogos de artifício para uso em protestos. O cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade morreu depois de ter sido atingido por um rojão na Central do Brasil, em fevereiro deste ano. A polícia também afirmou ter encontrado uma bomba letal na casa da professora de filosofia da Uerj Camila Jourdan e de Igor Pereira D’Icarahy.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/cinco-ativistas-detidos-por-suspeita-de-vandalismo-tem-prisao-prorrogada-pela-justica-13275343#ixzz37jUpcJV9

Adicionar comentário