FGV Atualiza o Manual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella  

Nelson Düring - Editor-chefe DefesaNet 

Instituição de ensino superior Fundação Getúlio Vargas, mais conhecida pela sigla FGV, através do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio, lançou um projeto surpreendente.
Um dos poucos “Think Tanks” brasileiros reconhecidos no exterior e centro de ensino de reconhecida excelência reescreveu o Manual do Guerrilheiro Urbano atualizando-o à tecnologia digital.

Apresentado de forma lúdica como: “A plataforma digital Protestos.org tem como objetivo resguardar os direitos de privacidade e liberdade de expressão dos cidadãos nas ruas e na rede, sensibilizando e capacitando ativistas contra o aumento da vigilância e das violações de direitos.”, descrição retirada da página Protestos.org.

 

A leitura linear do que é apresentado leva o leitor desapercebido a acreditar na afirmação dos organizadores. E também na infantil reportagem, publicada em O Globo reproduzida abaixo.

O documento analisado é na essência um guia atualizado do Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella, em 1969. Considerada pelo Terror Mundial como a melhor obra para ações de guerrilha em ambiente urbano, e amplamente usada por organizações terroristas europeias e sul-americanas nos anos 70 e 80 do século passado. Até então os manuais das várias linhas marxistas–leninistas e maoistas previam sempre a ação no campo. 

Tratando de proteger pela forma do anonimato os ativistas (novos guerrilheiros), que: articulam, planejam e participam, tanto na forma virtual como os que vão para o confronto com as forças de segurança.

Assim detalhadas instruções para recrutar participantes de forma incógnita na rede da web são dadas. Instruções falsas pois dependendo da sofisticação, preparo e domínio da tecnologia das forças de segurança a identidade / localização dos operadores é facilmente descoberta.

Instruções detalhadas para, usando o sistema de garantias democráticas de protesto e livre expressão manter-se à Margem da Lei  e quando detidos aproveitar a oportunidade para proteger-se e expor os órgãos de segurança.

Não há financiadores claros do Protestos.Org, mas o Artigo 19 apresenta como financiadores vários conhecidos financiadores de ativismos internacional, como a Open Society, fundação de George Soros, que financiou as campanhas de apoio à legalização da maconha no Uruguai.

Outras financiadoras incluem: Ford Foundation;  SIDA – Swedish International Development Cooperation Agency e UK DFID – Department for International Devlopment.

A organização alemã Friedrich Ebert Stiftung consta como ex-financiadora do “Artigo19”

Resta a pergunta o que levou a mais respeitada instituição de ensino brasileira à apoia esta aventura revolucionária e desestruturadora da ordem?

A FGV oficialmente adotou a posição autista, bem expressa pela declaração de seu  Vice-presidente Sergio Quintella, disse que a instituição não referenda como suas as informações contidas no manual da FGV Direito Rio, em comunicado à imprensa.

Porém, se o leitor já está alarmado a lista de “Leitura e Suporte” na página do Protestos.Org apresenta mais inquietações. Ao listar pontos para Assistência Jurídica, no caso de detenções ou do “impedimento de livre expressão”, mostra o envolvimento de entidades como a OAB Nacional e Regionais.

Não identificado o grau de envolvimento neste projeto, mas podemos acreditar que seja bastante amplo, são as Defensorias Públicas. Em alguns estados elas assumiram o papel de restringir, na maior acepção da palavras, a ação das forças de segurança.

Devemos olhar que as instruções do Novo Manual do Guerrileiro Urbano servem para outros movimentos irregulares, que têm sido ativos em ações em ambiente urbano, notoriamente na cidade de São Paulo.

 

Artigo publicado em O GLOBO
20 Junho 2014
 
 
FGV Direito Rio - Lança manual de proteção a manifestantes

Documento recomenda disfarce com uso de máscaras e de maquiagem


Um manual de proteção para manifestantes foi lançado ontem, na internet, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio e pelo Artigo 19, entidade de liberdade de expressão, orientando as pessoas a se disfarçarem durante os protestos pelo país. O guia sugere que os manifestantes usem maquiagem e até mesmo máscaras para participar das atividades. Segundo a coordenadora do Artigo 19, a advogada Paula Martins, a sugestão foi feita porque manifestantes que não participam de atos violentos estariam sendo acusados de vandalismo, quando identificados em fotos e vídeos.

- Temos relatos de pessoas que estavam numa manifestação em que outras cometeram atos de depredação do patrimônio alheio. As imagens foram deturpadas, e quem não estava envolvido na depredação foi acusado, sem ser ouvido. O manual alerta que as imagens têm sido tiradas de contexto, para serem usadas contra os manifestantes. A gente não tem promovido a violência, e espero que isso seja esclarecido - disse Paula.

No site "Protestos.org", há outras orientações, como dicas de proteção a dados pessoais na internet e sobre os limites legais da polícia ao abordar e revistar os manifestantes. O texto orienta também o manifestante a proteger os rostos dos demais manifestantes.

O site é uma plataforma criada pelo Artigo 19 e pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio, para tratar de violações de direitos de liberdade de expressão.

Em nota à imprensa, o vice-presidente da FGV, Sergio Quintella, disse que a instituição não referenda como suas as informações contidas no manual da FGV Direito Rio.

Em Minas, o uso de máscaras em manifestação foi restringido por meio de projeto de lei aprovado em segundo turno pela Assembleia Legislativa, segunda-feira. Em primeiro turno, os deputados aprovaram emenda que determina aplicação somente no caso de "fundado receio de uso da camuflagem objetivando a prática de depredações ou outros tipos de crime, a juízo da autoridade competente".
 

Matérias relevantes

Acesse o texto na íntegra do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano - Carlos Marighella - 1969 Link

COBERTURA ESPECIAL - Riots - Inteligência

20 de Junho, 2014 - 15:20 ( Brasília )

FGV Atualiza o Manual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella

 
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FGV Atualiza o Manual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella


Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet

 
Instituição de ensino superior Fundação Getúlio Vargas, mais conhecida pela sigla FGV, através do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio, lançou um projeto surpreendente.

Um dos poucos “Think Tanks” brasileiros reconhecidos no exterior e centro de ensino de reconhecida excelência reescreveu o Manual do Guerrilheiro Urbano atualizando-o à tecnologia digital.

Apresentado de forma lúdica como: “A plataforma digital Protestos.org tem como objetivo resguardar os direitos de privacidade e liberdade de expressão dos cidadãos nas ruas e na rede, sensibilizando e capacitando ativistas contra o aumento da vigilância e das violações de direitos.”, descrição retirada da página Protestos.org.

A leitura linear do que é apresentado leva o leitor desapercebido a acreditar na afirmação dos organizadores. E também na infantil reportagem, publicada em O Globo reproduzida abaixo.

O documento analisado é na essência um guia atualizado do Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella, em 1969. Considerada pelo Terror Mundial como a melhor obra para ações de guerrilha em ambiente urbano, e amplamente usada por organizações terroristas europeias e sul-americanas nos anos 70 e 80 do século passado. Até então os manuais das várias linhas marxistas–leninistas e maoistas previam sempre a ação no campo.  

Tratando de proteger pela forma do anonimato os ativistas (novos guerrilheiros), que: articulam, planejam e participam, tanto na forma virtual como os que vão para o confronto com as forças de segurança.

Assim detalhadas instruções para recrutar participantes de forma incógnita na rede da web são dadas. Instruções falsas pois dependendo da sofisticação, preparo e domínio da tecnologia das forças de segurança a identidade / localização dos operadores é facilmente descoberta.

Instruções detalhadas para, usando o sistema de garantias democráticas de protesto e livre expressão manter-se à Margem da Lei  e quando detidos aproveitar a oportunidade para proteger-se e expor os órgãos de segurança.

Não há financiadores claros do Protestos.Org, mas o Artigo 19 apresenta como financiadores vários conhecidos financiadores de ativismos internacional, como a Open Society, fundação de George Soros, que financiou as campanhas de apoio à legalização da maconha no Uruguai.

Outras financiadoras incluem: Ford Foundation;  SIDA – Swedish International Development Cooperation Agency e UK DFID – Department for International Devlopment.

A organização alemã Friedrich Ebert Stiftung consta como ex-financiadora do “Artigo19”

Resta a pergunta o que levou a mais respeitada instituição de ensino brasileira à apoia esta aventura revolucionária e desestruturadora da ordem?

A FGV oficialmente adotou a posição autista, bem expressa pela declaração de seu  Vice-presidente Sergio Quintella, disse que a instituição não referenda como suas as informações contidas no manual da FGV Direito Rio, em comunicado à imprensa.

Porém, se o leitor já está alarmado a lista de “Leitura e Suporte” na página do Protestos.Org apresenta mais inquietações. Ao listar pontos para Assistência Jurídica, no caso de detenções ou do “impedimento de livre expressão”, mostra o envolvimento de entidades como a OAB Nacional e Regionais.

Não identificado o grau de envolvimento neste projeto, mas podemos acreditar que seja bastante amplo, são as Defensorias Públicas. Em alguns estados elas assumiram o papel de restringir, na maior acepção da palavras, a ação das forças de segurança.

Devemos olhar que as instruções do Novo Manual do Guerrileiro Urbano servem para outros movimentos irregulares, que têm sido ativos em ações em ambiente urbano, notoriamente na cidade de São Paulo.



Artigo publicado em O GLOBO
20 Junho 2014

 
 
FGV Direito Rio - Lança manual de proteção a manifestantes

Documento recomenda disfarce com uso de máscaras e de maquiagem


Um manual de proteção para manifestantes foi lançado ontem, na internet, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio e pelo Artigo 19, entidade de liberdade de expressão, orientando as pessoas a se disfarçarem durante os protestos pelo país. O guia sugere que os manifestantes usem maquiagem e até mesmo máscaras para participar das atividades. Segundo a coordenadora do Artigo 19, a advogada Paula Martins, a sugestão foi feita porque manifestantes que não participam de atos violentos estariam sendo acusados de vandalismo, quando identificados em fotos e vídeos.

- Temos relatos de pessoas que estavam numa manifestação em que outras cometeram atos de depredação do patrimônio alheio. As imagens foram deturpadas, e quem não estava envolvido na depredação foi acusado, sem ser ouvido. O manual alerta que as imagens têm sido tiradas de contexto, para serem usadas contra os manifestantes. A gente não tem promovido a violência, e espero que isso seja esclarecido - disse Paula.

No site "Protestos.org", há outras orientações, como dicas de proteção a dados pessoais na internet e sobre os limites legais da polícia ao abordar e revistar os manifestantes. O texto orienta também o manifestante a proteger os rostos dos demais manifestantes.

O site é uma plataforma criada pelo Artigo 19 e pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio, para tratar de violações de direitos de liberdade de expressão.

Em nota à imprensa, o vice-presidente da FGV, Sergio Quintella, disse que a instituição não referenda como suas as informações contidas no manual da FGV Direito Rio.

Em Minas, o uso de máscaras em manifestação foi restringido por meio de projeto de lei aprovado em segundo turno pela Assembleia Legislativa, segunda-feira. Em primeiro turno, os deputados aprovaram emenda que determina aplicação somente no caso de "fundado receio de uso da camuflagem objetivando a prática de depredações ou outros tipos de crime, a juízo da autoridade competente".
 

Matérias relevantes

Acesse o texto na íntegra do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano - Carlos Marighella - 1969 Link



 

Comentários  
#6 joseita 02-07-2014 16:40
Será, Sr Luiz Cruz?
A FGV já tomou providências para verificar quem colocou no ar a matéria!
Uma notícia publicada depois informa que a matéria foi retirada do site. É bom o sr verificar...
#5 Luiz Cruz 01-07-2014 15:48
Sergio e Lauro, voces não estão entendendo NADA!

A FGV está sendo MUITO ESPERTA ao mostrar/provar o crimes de terrorismo praticados pela esquerda comunista, as alianças espúrias da mesma, os planos comunistas maquiavélicos do Foro de São Paulo, etc. - e COMO os MILHÕES de manifestantes que foram às ruas CONTRA o PT podetão agir para se proteger contra os agentes que agem contra a liberdade de expressão! - e muito inteligentement e, usam um manual "secreto" do proprio PT para isso!. Assim sendo, as informações do manual NÃO SÃO da autoria deles, mas da própria esquerda, e eles não podem ser acusados de NADA ao divulgá-lo, e as informações podem ser usadas contra o próprio PT!

A FGV também mostra ONDE e QUEM os manifestantes podem procurar apoio caso tenham sua liberdade atacada!

BRAVO FGV!
#4 Sergio Fonseca 24-06-2014 12:03
FGV quem te viu e quem te vê uma entidade que sempre foi seria agora divulgando e trabalhando a favor de que o terrorismo seja glorificado ,pelo jeito só falta declarar "VIVA 11 DE SETEMBRO", por exemplo. Quek2k decepção!
#3 Lauro 22-06-2014 23:02
Várias coisas interessantes: 1°) uma instituição que foi bastião do do regime militar se deixar infiltrar pela esquerda; 2°) o "patrocínio" do tal CTS por ONGs biliardárias como Ford Foundation e Open Society (leia-se G. Soros); 3°) a nota assinada por S. Quintella, também conselheiro da Petrobras, desonerando inutilmente a FGV e 4°) a dúvida: mal gerenciamento? oportunismo? dinheirismo? Alô FGV............ .........!?
#2 Jose Mauricio Doming 22-06-2014 17:41
Ta dominado,ta tudo dominado.
#1 Dalton C. Rocha 22-06-2014 15:58
Na Alemanha, França e Itália, os guerrilheiros marxistas dos anos 1960 e 1970 estão em tumbas, nas cadeias ou como ex-presidiários . Aqui, desde os tempos do general Figueiredo, eles estão em palácios e mansões.
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