O caseiro Rogerio Pires desconhecia teor de depoimentos prestados à Polícia Civil, diz defensora.
Antonio Scorza / O Globo 22/05/14
RIO - A defensora pública Raquel Ayres da 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu anunciou que na segunda-feira ingressou com um pedido de habeas-corpus na 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio para revogar a prisão temporária do caseiro Rogério Pires, um dos acusados pela morte do tenente-coronel reformado Paulo Malhães, além do trancamento das investigações. Raquel Ayres acusa a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pelas investigações, de flagrante violação do Direito Constitucional a ampla defesa, uma vez que o acusado prestou depoimentos e foi preso sem ser assistido por um defensor e jamais ter se negado a colaborar com a polícia. Ela lembrou também que Rogério é primário, tem bons antecedentes e declarou-se analfabeto, razão pela qual, segundo a Raquel Ayres, desconhecia o teor dos depoimentos que prestou e assinou. 

A defensora também encaminhou ofícios ao Ministério Público Estadual solicitando diligências complementares, entre as quais informações entre a existência de um seguro de vida, em nome do coronel, e quem seriam seus beneficiários e também informações sobre as ligações que foram feitas da casa de parentes da viúva do coronel, Cristina Malhães, no dia 25 de março, um dia após a morte do oficial para comunicar a polícia a o Corpo de Bombeiros a ocorrência.

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