Trecho retirado do livro A Verdade Sufocada – A História que a esquerda não quer que o Brasil Conheça – 10ª edição
Carlos Alberto Brilhante Ustra - págs : 507 a 516
 A exploração política, ideológica e comercial sobre os mortos em confronto com os agentes de segurança durante a luta armada, o desrespeito ao tema e às pessoas envolvidas, emocionalmente ou não, e as acusações grosseiras e infundadas sobre a Vala do Cemitério de Perus, não resistem a uma pesquisa séria e cuidadosa.

A reportagem publicada no Globo em 25/02/2014  permite confirmar o que estamos afirmando, há vários anos,  com lógica, com equilíbrio, com fatos e com provas, desmentimdo  a farsa e as calúnias.
Como se pode verificar, os corpos de todos esses terroristas não foram enterrados clandestinamente. Foram enterrados oficialmente, com os registros feitos na administração do cemitério.

“Em depoimento ontem à Comissão Nacional da Verdade, o ex-administrador do Cemitério de Perus Antonio Pires Eustáquio, que esteve à frente do posto entre 1976 e 1992, relatou que, segundo funcionários do cemitério que trabalharam no local no início dos anos 1970, os corpos eram enterrados como indigentes em caixões simples de madeira e em covas rasas separadas. Alguns vinham com uma letra “T, vermelha. Eu descobri depois que ela se referia a terrorista. Essa declaração ficava em minha posse e, depois do sepultamento, ela era usada para efetuar o registro de óbito”.(...)

 “houve uma preocupação da administração funerária de São Paulo, na década de 1970, em dar fim aos restos mortais. A solução encontrada foi abrir uma vala comum na qual foram despéjadas as ossadas de mais de 1500 pessoas.” Sendo entre seis e oito militantes de esquerda”(...),

“após a Anistia Política, ele foi orientado, em uma reunião na capital paulista, a “não fazer alarde” e nem dar entrevistas sobre a vala comum. O pedido foi feito por membros da administração funerária em São Paulo durante a gestão de Mário Covas” - (1983-1985). “Na reunião, os meus superiores do serviço funerário lembraram que havia tido a anistia e que apareceriam muitos curiosos procurando por pessoas desaparecidas. E pediram que eu não mostrasse o livro (de óbitos). Era para ele (Mário Covas) estar presente, mas ele não foi – disse. (...)”

O ex-administrador do Cemitério de Perus afirmou ainda que foi ameaçado de morte após a descoberta da vala e teve de se esconder no interior do estado de São Paulo, abandonando seus familiares.” 

O Cemitério de Perus foi criado pelo prefeito Paulo Maluf, em 1971, para enterrar os corpos dos indigentes falecidos.  Em1975, talvez para desocupar vagas, foram exumadas mais de mil ossadas e, em 1976 a Vala de Perus foi aberta e as ossadas de 1049 indigentes foram nela despejadas, inclusive as de 6 a 8 terroristas. Os prefeitos eram Miguel  Colasuono (28/08/73 a 16/08/75) e Olavo Egídio Setúbal
(17/08/75 a 11/07/79).

Quando Mário Covas era prefeito, determinou que a abertura da Vala de Perus não fosse comentada. Covas foi membro do antigo MDB, depois PMDB, fora nomeado pelo governador Franco Montoro, portanto de oposição aos governos militares e, se não denunciou irregularidades na colocação das ossadas na Vala é porque elas não existiram. Ao contrário, endossou  a atitude do Serviço de Sepultamento. É impossível que, em 1990, a prefeita Luiza Erundina quando fez o estardalhaço sobre a Vala de Perus, com grande repercussão na mídia, acusando os militares de terem ocultado milhares de cadáveres de terroristas, não soubesse que as ossadas colocadas naquela vala, foram lá despejadas por ordem da Prefeitura de São Paulo.

E agora, qual a versão que a Comissão Nacional da Verdade adotará, a da Erundina ou a do Administrador do Cemitério de Perus? 

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/corpos-de-militantes-sepultados-em-perus-eram-marcados-como-terroristas-diz-ex-administrador-97919#ixzz2uqhVjlVR    e no jornal O Globo em 25/02/2014 – Gustavo Uribe

 

 

Comentários  
#5 José Maria Pessoa de 22-02-2018 22:33
ACREDITEMOS NAS PALAVRAS DO EX-ADMINISTRADO R DO CEMITÉRIO DE PERUS ANTÔNIO PIRES EUSTÁQUIO, 1976 E 1992, O CEMITÉRIO FOI CRIADO POR PAULO MALUF, EM 1971 PARA SEPULTAR INDIGENTES, TALVEZ PARA DESOCUPAR VAGAS. NUM TOTAL DE 1049 FORAM DESPEJADAS.
#4 adalberto martins 22-02-2018 12:24
na ralidae nunca houve ditadura...dize mos que foi branca,...caram ba ..so eram presos subversivos e bandidos!!foi a melhor epoca de minha vida, e dos brasileiros...V cs fizeram infra estrutura no Brasil...nos deram condiçoes para evoluirmos!!! estudavámos em escolas públicas de alto padrão..enfim fizeram o que tinha que faer!!! e muito bem!!parabéns!! ! eu aguardo , bem como muitos , nova intervençao...e que fiquem no poder por 30, 40 50 anos... nao há problema!!! somente assim que o Brasil resgatará seus valores morais,m éticos, familiares, patriotismo e civismo!!!! tfa adalberto adalberto
#3 Roberto Albernaz 22-05-2014 05:53
Essa Erundina, que vá trabalhar em prol dos indigentes honestos deste país para melhores condições de vida do que ficar defendendo "indagações" já apodrecidas,poi s não interessa mais para o desenvolvimento do país...
#2 Carlos de Carvalho 21-05-2014 17:48
A "comissão da verdade COMUNISTA" É UMA FARSA à serviço da MENTIRA, do lulla e do FORO DE SÃO PAULO
#1 Carlos I.S.Azambuja 21-05-2014 16:49
A da Erundina, é lógico...
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