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Categoria: Diversos
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 JB ONLINE
A Polícia Federal prendeu ontem 10 pessoas sob a acusação de integrarem uma quadrilha que desviava parte dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a prefeituras e empresas privadas. Os empréstimos, segundo a Polícia Federal, eram obtidos por meio de influência política.
 
 

 

 

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O dinheiro desviado era lavado num prostíbulo e num restaurante que funcionam num flat em Bela Vista, região central de São Paulo. Escutas telefônicas mostraram que o lugar era usado para prostituição e tráfico internacional de mulheres, de acordo com a PF. No prostíbulo, um programa custa até R$ 600.

O mais conhecido dos presos é o advogado Ricardo Tosto, que defendeu o deputado Paulo Maluf (PP-SP). Tosto faz parte do Conselho de Administração do BNDES como representante da Força Sindical e é acusado de usar o cargo para influenciar a liberação da verba.

Os presos são acusados de desviar da finalidade prevista em contrato recursos de financiamento oficial. Esse crime, previsto no artigo 20 da lei de crimes contra o sistema financeiro, é punido com prisão de 2 a 6 anos e multa.

Um dos possíveis investigados num desdobramento das prisões de é o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). A PF encontrou indícios de que ele participava do lobby político para liberar os empréstimos. Ontem à noite, o deputado disse que estava num avião prestes a decolar e que não poderia fazer comentários.

Os prefeitos das cidades que receberam os recursos também devem ser investigados. A PF não incluiu o nome dos políticos no inquérito porque têm foro privilegiado. Oficialmente, a PF não divulgou o nome de nenhum investigado, nem das prefeituras ou empresas sob suspeita.

Mas a prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, conseguiu um empréstimo de R$ 120 milhões junto ao BNDES. O prefeito é o advogado e empreiteiro Alberto Mourão (PSDB).

Um dos presos é o engenheiro Boris Timoner, diretor de expansão das Lojas Marisa. O BNDES fez um empréstimo de R$ 220 milhões para a empresa. Em nota, as Lojas Marisa dizem que Timoner só prestava serviços para a empresa. O delegado Rodrigo Levin, que comanda a investigação, frisou que os sócios da Marisa não participaram dos desvios.

A PF afirma ter provas materiais de que de 3% a 4% desses dois empréstimos foram desviados. Ou seja, o grupo teria ficado com pelo menos R$ 10,5 milhões.