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Categoria: Luta armada
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Na ação, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas.
Coronel que confessou torturas durante a ditadura foi morto em abril.
Gabriel Barreira - Do G1 Rio -12/05/14
Armas do coronel Paulo Malhães roubadas de sítio (Foto: Gabriel Barreira / G1)Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) recuperaram, no fim de semana passado, parte das armas roubadas no sítio do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, morto dentro de casa no dia 24 de abril, em Nova Iguaçu, na Baixada. Segundo a polícia, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12). Junto aos fuzis e a uma carabina, foram encontrados talheres da casa que teriam sido reconhecidos pela esposa da vítima.


Observação do site: O cel Malhães era realmente colecionador? Estas armas estavam registradas?
                            Por que será que uma Comissão de Direitos Humanos não se interessou da mesma forma pelo caso do Cel Molina e senadores não foram visitar os acusados, que ao que parece já foram até julgados?
  Com base em análises do setor de inteligência policial, os agentes realizaram buscas em diferentes locais e chegaram a uma casa, onde o armamento estava escondido. 

No imóvel, foram recuperados ainda munições e alguns utensílios domésticos que também tinham sido roubados no sítio do coronel. Duas pistolas seguem desaparecidas. De acordo com a polícia, a identidade dos suspeitos será mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações. O delegado Pedro Medina disse que não pode afirmar que os presos tenham relação direta com o assassinato do coronel e que o fato segue sendo investigado. 

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“É prematuro afirmar que eles tenham participado do ato criminoso [latrocínio], mas também posso dizer que estas armas não caíram no colo deles. A linha de investigação continua sendo que o caseiro, dois irmãos e mais uma pessoa participaram. Tenho certeza de que todo este material apreendido estava dentro da casa e foi subtraído”, disse o delegado. 

Invasão ao sítio

De acordo com depoimento prestado pela viúva do coronel, Cristina Batista Malhães, pelo menos três homens — um deles com o rosto coberto — invadiram, na tarde de quinta-feira (24), o sítio do militar no bairro Ipiranga, na área rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A mulher disse que ela e o caseiro foram mantidos reféns em cômodos separados por cerca de nove horas. Os criminosos fugiram levando as armas que o oficial colecionava e dois computadores. 

O coronel foi encontrado morto depois que os invasores deixaram a propriedade. O delegado William Pena Júnior ressaltou que trabalha com a hipótese de vingança e queima de arquivo. Ainda segundo o delegado, a polícia desconhece informações que apontem para possíveis ameaças sofridas pelo coronel antes de ser encontrado morto.