Ernesto Caruso, 25/04/2014 
            
Ambos são crimes hediondos, repulsivos e foram praticados na luta armada empreendida no mundo para a conquista do poder em cada país. Transformá-lo em satélite soviético, sob a milagrosa ditadura do proletariado tendo como modelo a miserável Cuba que dos 10 mil reais que o governo Dilma paga aos irmãos Castro, nove mil não vão para os médicos que aqui trabalham.
       Lá foi a escola onde os comunistas brasileiros, como José Dirceu e outros aprenderam as lições de guerrilha. E na guerrilha o que se faz? Basta ler o Manual do Guerrilheiro Urbano (Marighela). Expropriação de recursos do governo, do comércio, da indústria; ações violentas para não deixar dúvidas das intenções dos revolucionários; assaltos a bancos, aulas para o bandido comum, rotina hoje que assola o país.

Preparação técnica, preparar bombas molotov, artefatos caseiros, como destruir pontes e trilhos de trem (desprezo à vida de inocentes); ocupação de fábricas e escolas; sabotagem, explosão, dinamite.

         Acessar a entrevista de Marighela à rádio Havana onde esteve na Conferência da OLAS, 1967, dá uma ideia sobre os seus propósitos para a luta armada: “Não se trata que esta luta armada,... tenha que ser organizada somente pelo PCB ou por qualquer outra organização existente no Brasil, sejam as partidárias de Brizola, Arraes, Julião... e as da esquerda católica... que o movimento revolucionário brasileiro compreendesse a importância da primeira Conferência Latino-Americana de Solidariedade e que se juntasse aos esforços, como disse o comandante Che Guevara, de criar um, dois três, muitos Vietnãs.”.
       E assim fizeram na explosão do Aeroporto dos Guararapes, 25JUL66, terrorismo, crime imprescritível de lesa-humanidade, com mutilados e mortos. No QG do II Exército, 26JUN68, com a morte do soldado Mario Kozel, que teve o corpo espostejado. “Condenável ato de terrorismo anticristão”, disse D. Agnelo Rossi, então arcebispo de S. Paulo.
Na guerrilha do Araguaia, segundo depoimento do coronel Lício Maciel em depoimento na Câmara dos Deputados: “Genoino, aquele rapaz foi esquartejado! Toda Xambioá sabe disso; vocês nunca tiveram a coragem de pedir desculpa por terem esquartejado; cortaram primeiro uma orelha na frente da família; cortaram a segunda orelha; o rapaz urrava de dor; no final deram a facada que matou João Pereira.” Tinha 17 anos e suspeito de ser guia dos militares. Tortura e execução com requintes de crueldade para intimidar.
O sequestro do embaixador dos EEUU, Charles Elbrick (1969), sob tortura psicológica e ameaça de morte, admitida na confraternização bem recente por seus executores aos risos e deboches.
Em seguida, em 1970, do cônsul japonês Nobuo Okushi; do embaixador da Alemanha, Von Holleben, com um morto e dois feridos e do embaixador da Suiça, Giovanni Bucher, com um morto. 
       A execução com apelido de “justiçamento” é outro abominável costume dos comunistas; tortura seguida de morte por traições ou abandono da luta. Mas, ocorreram...
       Luiz Carlos Prestes coordenou a execução de Elza Fernandes, 17 anos, analfabeta, 1936. Márcio de Toledo, 1971, fuzilado pelo crime de intenção. Carlos Alberto Cardos, 1971; Francisco Jaques e Salatiel Rolin (desvio de dinheiro do partido), 1973. “Não vejo outrta maneira de classificar o atentado ao marinheiro inglês David Cuthberg como assassinato puro e simples” (J. Gorender, Combate nas trevas).
       Não há lógica de que esses criminosos mereçam anistia e os agentes do Estado que exorbitaram não recebam o mesmo tratamento.

 

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