Reportagem da revista Época
      16/08/2010
Pela editoria do site:
www.averdadesufocada.com.br
Faltaram "detalhes " importantes na reportagem  "Na ditadura Dilma deu aulas de política" publicada na Folha de São Paulo, transcrita abaixo. Mesmo que não conste dos processos aos quais a Folha  teve acesso, por outras fontes os repórteres poderiam chegar a eles. Vamos crer que talvez não houvesse tempo suficiente para pesquisar "detalhes" .
 Nada de novo foi acrescentado. A vida clandestina de Dilma continua tão oculta, quanto antes.
Observem que até 1969, quase nada se escreve a respeito de sua participação na POLOP e no COLINA , quando Dilma  ainda morava e militava em Belo Horizonte.



Texto completo

 


Não se fala sobre treinamentos feitos nesse período - manuseio de armamentos,  tiro ao alvo, explosivos e enfrentamentos com a polícia - e que seu instrutor era o ex-sargento da Aeronáutica João Lucas Alves, um dos três participantes do assassinato do major alemão Otto
 
   Um dos crimes mais absurdos :
   praticados por membros do
   Comando de libertação Nacional
Maximilian Von Westernhagen, no Rio de Janeiro, em 1968.
Segundo seu 1º  marido Cláudio Galeno, João Lucas Alves costumava hospedar-se em seu apartamento,  ( Revista Piauí - 03/04/2009)
Amilcar Baiardi, citado na reportagem da Folha, é, ninguém menos que o terceiro militante, desconhecido até bem pouco tempo,  que participou do assassinato do major alemão ( reportagem de Lucas Pretti, do estadão.com.br - "O terceiro militante" , que está transcrita no site
www.averdadesufocada.com na seção " Vale a pena ler de novo ")
 Lendo a reportagem abaixo, quem não pesquisou a vida de Dilma, imagina que ela foi apenas uma doutrinadora do operariado e que sua passagem pelo COLINA foi apenas a de colaboradora do jornal "O Piquete".
As ações do COLINA, em Minas Gerais, em 1968,  foram ignoradas. Nada foi dito sobre os  4 assaltos a banco, sobre os 6 ou mais  carros roubados e sobre os 2 atentados a bomba à casas de autoridades .
Também passou em branco o assassinato do inspetor  Cecildes Moreira  de Faria e do guarda civil José Antunes Ferreira, além de ferimentos em um outro policial , quando um dos  aparelhos do COLINA foi invadido e  foram presos  vários militantes ( Projeto Orvil)
 
À disposição para Download no
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Essa incursão ao " aparelho " deve-se à prisão de Ângelo Pezzuti, depois do assalto ao banco  da Lavoura de Sabará . Pezzuti era  frequentador do apartamento de Dilma e Galeno.  Essa prisão , foi o motivo dos dois abandonarem na mesma noite o apartamento. Depois voltaram , entrando pela garagem e lá destruiram toda papelada que pudesse comprometê-los. Posteriormente  fugiram para o Rio de Janeiro , continuando a atuar na luta armada. Galeno depois de algum tempo foi para o Rio Grande do Sul, fazer novos contatos. Dilma ficou no Rio.  
 Passou em branco,  também, essa passagem pelo Rio de Janeiro, onde ela  ajudava a direção do COLINA - Juarez de Brito e Maria do Carmo Brito.  Entre outras funções, Dilma carregava armas para lá e para cá, distribuía dinheiro para os militantes ( Revista Piauí -03/04/2009), além de participar de decisões importantes do COLINA, principalmente na fusão  com  a VPR , organização de Lamarca para a criação da VAR- Palmares.
Sobre o roubo do cofre do ex-governador Adhemar de Barros , executado por essa nova organização, nem se fala, apesar de ter sido o maior assalto da história da luta armada no Brasil. Apesar de não ter tido a presença física de Dilma no momento da ação, ela esteve presente na execução dos planos , juntamente com seu segundo marido , Carlos Franklin Paixão de
  
     Reportagem da Revista Piauí
     03/04/2009
Araújo.Segundo Carlos Franklin, ele  trouxe, de Porto Alegre , o metalurgico , Delci Fensterseifer para abrir o cofre com um maçarico e ajudou a levar, em malas,  para um apartamento, os dólares , uma verdadeira fortuna. ( Revista Piauí 03/04/2009).
Se pesquisassem com mais calma, provavelmente, teriam muito mais dados interessantes a nos revelar. Dados que estão ocultos, não nos "porões da ditadura" , mas nas lembranças de militantes antigos, simpatizantes ou ingênuos  que insistem em reescrever a história.

Na ditadura, Dilma deu aulas de política 
Folha de São Paulo - 28/11/2010
Presidente eleita tinha tarefa de coordenar operários e ensinar a trabalhadores para "doutrinar o proletariado'
Relato sobre a atuação consta de processo que estava trancado no STM; depoimentos confirmam os relatos
LUCAS FERRAZ - MATHEUS LEITÃO - DE BRASÍLIA
A mulher que vai suceder o presidente-metalúrgico a partir de janeiro teve, entre outras atribuições, a responsabilidade de atuar na coordenação operária e dar aulas de política a trabalhadores nas organizações da esquerda armada que integrou.
Do final de 1966 até ser presa pela repressão, em janeiro de 1970, a hoje presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), ensinou política acreditando que só "a doutrinação do proletariado" poderia mudar o país e que isso deveria ser feito paralelamente à luta armada contra a ditadura.
Em 1969, quando já estava em São Paulo integrando o comando da VAR-Palmares (uma das organizações da esquerda armada), Dilma esteve próxima ao "proletariado (...) ministrando aulas de marxismo-leninismo".
O relato consta do processo sobre a atuação de Dilma no regime militar, que estava trancado no Superior Tribunal Militar e foi liberado após três meses de disputa judicial travada pela Folha.
Os cursos, que ocorriam em salas de universidades ou em "aparelhos" (onde se escondiam os militantes), compreendiam ainda a exposição de lutas políticas como as revoluções russa, cubana e chinesa -modelos para a esquerda brasileira à época.
Além das aulas, Dilma colaborou com um jornal chamado "O Piquete", editado pelo setor operário e estudantil da Colina (Comando de Libertação Nacional), a segunda das organizações de esquerda em que a presidente eleita militou.
Mas as ideias da petista sobre a doutrinação do operariado eram antigas.

O INÍCIO
Documentos mostram que Dilma comandava aulas de política quando ainda morava em Belo Horizonte e era da Polop, sua primeira organização de esquerda.
O contato de Dilma com o comunismo, segundo companheiros de escola e juventude, se deu em 1965, quando ela ainda tinha 17 anos.
Depoimentos de colegas de militância descrevem a futura presidente como a responsável pelo "operariado". Em entrevistas à Folha na semana passada, eles confirmaram a participação de Dilma nessas atividades.
Documento do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, de maio de 1970, cita Dilma como "coordenadora dos setores operário e estudantil" da VAR-Palmares.
"Dilma sempre acreditou que a base da política é a mobilização social. Ela nunca apoiou o militarismo", disse à Folha Apolo Heringer, 67 anos, médico que foi colega dos primeiros anos de militância, em BH.
Ele foi professor de comunismo de Dilma, dando à jovem as primeiras lições sobre materialismo histórico, luta de classes, história do operariado e, quase lugar comum à época, a crise do capitalismo.(...)
"Ela passa a fazer esse trabalho quando começa a ser o suporte do comando nacional da organização", afirmou à reportagem Amilcar Baiardi, antigo militante, atualmente professor na Universidade Federal da Bahia.
Os papéis arquivados no STM mostram que, ao lado de uma colega militante, Dilma ministrou "dois cursos de capacitação política marxista para uma célula do setor operário" da VAR-Palmares. "Tal curso", completa o documento, "teve a duração aproximada de dois meses".
O operariado sempre foi um tema caro à esquerda. Desde a publicação do "Manifesto Comunista", de Karl Marx e Friedrich Engels, em 1848, toda e qualquer revolução socialista, com ou sem armas,
se tornou indissociável do "proletariado". (...)

Comentários  

+1 #2 Valdeke Silva 04-04-2015 18:31
Por isto, o PT não quer ver revelada a verdadeira História da ditadura Militar no Brasil e nem abertos os arquivos do período.
+1 #1 Aecio Flavio Silva 19-05-2013 11:32
Com a clareza que a nossa presimente se expressa os cursos por ela ministrados só podiam no futuro dar no que deu, petista.

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