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Categoria: Luta armada
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Categoria: Luta armada
10 Março 2019 -
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Páginas esquecidas da história do Brasil
Por Joseita Brilhante Ustra - editora do site www.averdadesufocada.com

Comemorando 55 anos da Contra- Revolução  , durante todo o mês de março,  publicaremos , além do nome de todos os mortos, a forma brutal como alguns foram assassinados.
Esses,hoje relacionados , são alguns dos 119  cidadãos brasileiros que foram sacrificados, durante  as guerrilhas rural e urbanas mas que jamais são lembrados.

A Comissão da Verdade e Reconciliação", como ridiculamente foi denominada,  preferiu ignorar os brutais assassinatos praticados pelas organizações terroristas .

Cabe-nos lutar para que as vítimas dos terroristas  recebam  isonomia no tratamento que os “arautos” dos direitos  humanos dispensam aos assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.

Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça  e   garanta da a nossa  permanente vigilância, para que  o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão. 

A sociedade tem o dever de manter-se alerta para que isto não se repita!

A essas vítimas, as nossas preces e  a nossa luta para que jamais sejam esquecidas e que suas famílias sejam indenizadas.

14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA - Soldado da PMSP

                   LUIZ FRANCISCO DA SILVA - Guarda Bancário

Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.

As famílias de Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, tiveram seus pedidos dec indenização deferidos pela Comissão de Anistia

/04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA Martinez - (Major do Exército –  Rio de Janeiro)

No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência.
Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando  preservar a “senhora” de possíveis riscos.

Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do e sua MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.

No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.

O major Martinez.  deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade

A família de Marilena Villas-Boas  e Mario de Souza Prata  foram indenizadas pelo governo federal.

 15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN - industrial  - SP

                  Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo.

Os terroristas,a pedido de Carlos Lamarca, escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os demais colaboradores. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.

Da ação participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e  Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do então governador do RS, Olívio Dutra), pela VPR.

No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou Boilesen.Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver.  Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:

“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

As famílias de Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casimiro, Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas , José Milton Barbosa  e Antonio Sérgio de Matos foram indenizadas pelo governo federal.

Dos que estão vivos, alguns já foram indenizados e outros aguardam deferimento de seus pedidos, onde alegam perseguição política ou  Se dizem torturados.

 

31/05/68 – AILTON DE OLIVEIRA          (Guarda Penitenciário - RJ)

O Movimento Armado Revolucionário (MAR), montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que uma vez libertados deveriam seguir para região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer  um embrião de um foco guerrilheiro. 

"Um desses prisioneiros era o ex-marinheiro Marco Antônio da Silva Lima, que havia realizado curso de guerrilha em Cuba e era obcecado pelas idéias da 1ª Conferência da OLAS, em Havana. Para as esquerdas, mesmo no presídio, a idéia principal para a derrubada do governo era o foco guerrilheiro." ( A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça) Dando prosseguimento ao plano, que tinha como um dos líderes o jornalista Flávio Tavares, no dia 26/05/69 o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Naterça Passos, dentro de um pacote, três revólveres calibre 38 que seriam usados pelos detentos durante a fuga. Às 17:30 horas os subversivos, ao iniciarem a fuga foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Os guardas foram feridos pelos presos em fuga, sendo que Ailton de Oliveira veio a falecer cinco dias depois, em 31/05/68. 

Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light, João Dias Pereira que se encontrava na calçada da penitenciária. 

O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

  

08/05/69 – JOSÉ DE CARVALHO  (Investigador de Polícia –  SP)

Atingido com um tiro na boca, durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini.  

Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. 

Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.


08/05/72 – ODILO CRUZ ROSA  (Cabo do Exército – PA)

 Morto na região do Araguaia, quando uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira.

 Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

 Julgando que o Cabo Rosa estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se para Xambioá, a procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um mateiro, que o Cabo Rosa tinha sido morto e que “Oswaldão” dissera aos habitantes da região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo.

Uma patrulha  embrenhou-se pela selva e conseguiu resgatar o corpo do Cabo Rosa.                    


 09/05/69 – ORLANDO PINTO DA SILVA  (Guarda Civil – SP)

Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião  o gerente do banco  também foi esfaqueado , Norberto Draconetti. 

Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).  
 
 

 27/05/69 – NAUL JOSÉ MONTAVANI (Soldado PM – SP)
 Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. 

Os terroristas  Virgilio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbisier, metralharam o soldado Nauml José Montovani que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo que acorreu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

 

 02/05/70 – JOÃO BATISTA DE SOUZA  (Guarda de Segurança - SP

 Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e mais Eduardo Leite (Bacuri) pela Resistência Democrática (REDE) assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

 

10/05/70 – ALBERTO MENDES JÚNIOR (1º Tenente PMESP – SP)

Nos dias 16/04/70 e 18/04/70 foram presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas que seguia a linha cubana. 

Ao serem interrogados os dois informaram que desde janeiro/70, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca

No dia 19/04/70, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, para verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes.

No início de maio/70 uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto Mendes Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era conhecido, entre os seus companheiros, por seu espírito afável e alegre e pelo altruísmo no cumprimento das missões. Idealista, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado se seus subordinados.

No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos terroristas que ocupavam a pick-up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.

Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos.

 Um dos terroristas, com um golpe astucioso, aproveitando-se daquele momento psicológico, gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

  De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou  Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega desgarraram-se do grupo e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente MENDESs pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros  dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.

 Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do Oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.

 Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado e sepultado sob forte comoção popular.

Dos cinco assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que os familiares dos assassinos foram indenizados :

  Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia, durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM;
   Yoshitame Fugimore, morreu em 05/12/70, em São Paulo, durante tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;

  Diógenes Sobrosa de Souza, preso em 12/12/70, no RS. Em novembro de 71 foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para os terroristas assassinos, que nunca foi usada). Em fins de 1979, com a anistia foi libertado;

 Gilberto Faria Lima, fugiu para o exterior.

 Ariston Lucena, após a anistia foi libertado e teria se suicidado, recentemente, no RS
Lamarca foi promovido ao posto de coronel, apesar de ter desertado e sua família recebeu indenizações vultosas , inclusive a viúva, e os dois filhos.
O Tenente Mendes foi promovido após sua morte, por bravura ao posto de Capitão > DCeixou para sua família a pensão relativa ao posto . Sua família N unca recebeu nenhuma indenização dos governos Federal e estadual . Seus pais não se conformaram ter seu filho assassinado de forma brutal por terroristas  tão endeusados pela mídia escrita e falada.

Maiores detalhes sobre os  assassinatos leia  A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.

Faça o pedido para o e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Distribuidora Joseita Brilhante Ustra  

 Ato Público , organizado pelo Grupo Ternuma - Terrorismo Nunca Mais -,em frente ao Congresso Nacional - 31/03/04 - em homenagem às 119 vítimas do terrorismo praticado pelos guerrilheiros terroristas que pretendiam derrubar o Regime Militar para implantar uma ditadura comunista no Brasil. No mês de março, continuaremos a citar, para que não sejam esquecidos  , os nomes  de alguns patriotas mortos de forma brutal por aqueles que se apresentavam como  "heróis  defensores da democracia e  da liberdade ".