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Categoria: Política interna
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José Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado
pela Rede Mundial de Computadores duas entrevistas e uma audiência pública com a participação de dois ministros do governo atual. Na mais recente falou o Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, quanto à proposta do novo governo em relação ao SUS de um modo geral e, em especial, quanto à sua posição como titular da pasta. Nas duas entrevistas falou o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Em uma deixou tonto e sem graça o grupo mais festejado dos jornalistas cativos do “Sistema Goebells de Comunicação” e em outra, elegantemente, colocou com a cara no chão os “paus mandados” dos jornalões.


Nos três episódios fica evidenciado o quanto é incompetente e corrupta toda – mas toda mesmo – estrutura da máquina pública aparelhada pelos governos civis nos últimos trinta anos e o quanto é medíocre, despreparada e nociva a nata da imprensa profissional neste País cooptada pela grande mídia, com algumas exceções raríssimas como as de: Augusto Nunes, Felipe Moura Brasil, Caio Coppola, William Waack e Alexandre Garcia, ressalvadas pelo destemido Olavo de Carvalho que, por sua vez, já deixou claro que parte da imprensa brasileira envergonha a Nação e está determinada a destruir e impichar o Presidente Bolsonaro. A meu sentir, mais do que nociva aquela gente é perigosa porque, como uma incômoda muriçoca, vai picando aqui e acolá e transmitindo o vírus da cizânia e da desesperança em nossa sociedade.

Na referida audiência aberta ao público, o Ministro Mandetta – atendendo uma série de questionamentos e muitas indagações, vindas de dentro e de fora do Ministério – deixou claro que, embora ainda sem a profundidade que os casos exigem, havia examinado os assuntos em pauta e por conta disto podia fazer terríveis revelações acerca do que ocorria no Ministério da Saúde na gestão anterior, ou seja, durante o Governo do PT. Conquanto seja tudo muito grave, nada me surpreendeu porque vindo da parte das quadrilhas de Lula, Dilma e Temer não poderia esperar outra coisa.

O Ministro disse em público, sacudindo papéis exibidos como provas, que o Sistema Único de Saúde – SUS estava loteado dentre centenas e mais centenas de ONGs petistas, inclusive totalmente dominado no que tange à saúde indígena, chegando ao ponto do uso de aviões do SUS para o tráfico de drogas nas gestões do PT. É de impressionar o relato do Ministro quanto a este último fato que, de plano, conseguiu comprovar. Disse que aviões pagos com nosso dinheiro, ou seja, com dinheiro do SUS, que tinham na fuselagem escrito “Ministério da Saúde – A Serviço do Governo Federal” serviam para transportar cocaína e craque. Que havia apurado que uma licitação foi “vencida” por um conhecido traficante que viu na Administração do PT uma excelente oportunidade para fazer circular suas mercadorias.

Asseverou o Ministro para quem quisesse ouvir e gravar que, naquela mesma linha de bandidagem, o SUS gasta por ano 1,4 bilhões com a saúde indígena. Tudo com ONGS da petralhada. Só com uma ONG denominada “Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Indígena”, onde estão abrigados 13 mil indicados políticos, são gastos 650 milhões. Outra ONG, essa no Município de Dourados – MS, leva 490 milhões. Apurado também foi que o restante dos 700 milhões que completam o 1,4 bilhões anuais são gastos com atividades meio, ou seja, com aviões, carros, motoristas, carros alugados, etc. É inacreditável!

O ex Deputado Mandetta, durante a audiência pública, revelou que estava sendo “peitado” pelos feudos que pretendia desnudar e que lhe disseram que na Saúde havia coisas que não podiam mudar porque seria um retrocesso e que, se tal ocorresse, daria causa a grandes mobilizações nacionais. Gostei quando o Ministro, com extrema segurança, falou olhando nos olhos da plateia: que tudo seria questionado; que para ele não haveria verdade absoluta que não pudesse ser investigada; que não teria assunto proibido no Ministério da Saúde e que não temia discutir com quem quer que fosse questão alguma, chamando todos para examinar os fatos e exibir os números. Pois bem Senhor Ministro, penso que já é do seu pleno conhecimento a existência desses crimes e de outros mais graves. Por conta de tudo, a equipe de Bolsonaro no mínimo será intimidada como já ocorreu. Realmente, ainda outro dia, Gustavo Bebianno, Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, ao inspecionar no Rio de Janeiro o Hospital Federal de Bonsucesso, foi ameaçado por milícias do PT/PSOL-RJ e estas ainda foram “explicadas” pelo Diretor do tal hospital, ao ser chamado às falas numa reunião pública que até a imprensa vendida veiculou. Não importa. Estamos indo no rumo certo. Não esmoreça ministro! Vá fundo nessa luta. Saúde é assunto sério. Isto e segurança foram os bens maiores arrancados principalmente de nossa mais sofrida. Ajude-as!

Quanto às entrevistas de Moro, ressalto que além do elevado nível técnico-jurídico, da enorme competência, do know-how que encanta o mundo, a fidalguia e o estilo singular do Ministro deixaram claro, em pouco mais de um mês na equipe do novo governo, que este homem está muitos furos acima e há muitos anos luz de diferença dos palhaços da “Goebells” que tentaram desafiá-lo numa entrevista-armadilha, bem como assim na coletiva de imprensa da qual participaram os enviados da mídia vermelha. Esta trupe e seus patrões estão acostumados a lidar com os vermes da política, dos quais sempre debocharam e pressionaram, obrigando-os prestar vassalagem.
Tanto na primeira oportunidade quanto na segunda vez, os referidos jornalistas não estavam ali para esmiuçar e repercutir, com isenção, o projeto de Moro para “Combate à Corrupção e ao Crime Organizado”. Habituados a lidar com calhordas ou bandidos vermelhos do tipo Renan, Aloísio Nunes, Eduardo Cardoso, estes que foram antecessores do ex Juiz da Lava Jato no Ministério da Justiça, tentaram os jornalistas presentes desqualificar, desacreditar ou desmoralizar a proposta, chegando ao ponto de um empregado de um desses jornalões pretender equiparar aquele magnífico trabalho de Direito Penal e de Direito Processual Penal aos “fajutos” projetos de políticos safados que jogaram para cima do Ministro argumentando que não serviram para nada, tal como a atual que certamente acham que terá igual sorte.

Quanto à proposta propriamente dita, nela não estavam interessados. Não queriam saber coisa alguma acerca: da nova sistemática de aplicação da pena combinada com a de progressão das mesmas que acaba com o comércio da saída prematura da cadeia que nutre a impunidade e sustenta os ricos escritórios dos advogados de bandidos; da necessária explicitação da prisão em 2ª instância que resgata os princípios básicos do direito brasileiro, casuisticamente afastados (em 2009) pelas quadrilhas do mensalão apoiadas pela Suprema Corte; da justa e necessária defesa dos agentes da lei (excludente da ilicitude) em detrimento dos bandidos defendidos pela petralhada; do esperado confisco de bens que retira, de imediato, dos criminosos do colarinho branco seus bens e dinheiros; das necessárias alterações quanto às decisões dos Tribunais do Júri, instituição tão desmoralizada pelos legisladores e intelectuais da esquerda delinquente; das surpreendentes inovações quanto à “plea bargain” que, negociando a confissão do infrator, abrevia o curso do processo e dá efetividade ao cumprimento da pena, bem como a da figura do “Informante do Bem” (whistleblower) que, sob proteção do Estado, pode delatar crimes, omissões e desvios contra a administração pública, associações ou entidades de interesse da sociedade. A simples apresentação destas novidades já deixa em pânico políticos, seus asseclas na máquina governamental e corporações de classe como a OAB e outras que tais.


Toda essa maravilha de fundo e de forma, sequer foi compreendida pelos profissionais que lá foram para garrotilhar Sérgio Moro. Somente tentaram, sem sucesso, emparedá-lo com perguntas sobre o filho do Capitão; acerca de um ou de outro membro do governo a quem a mídia esquerdinha antes atribuiu más notícias; sobre o envolvimento dele Sérgio Moro e de Bolsonaro naqueles supostos mal feitos e coisas deste tipo. Moro deu um show e com extrema maestria, esbofeteou cada energúmeno daquele, ensinando-os com paciência, engenho e arte. Insatisfeitos, seus jornalões saíram no dia seguinte em busca de “babilacas” ressentidos e invejosos de conhecidas organizações ligadas ao setor que, muito refutaram porque Moro não os havia consultado, nem consultado as hostes do PT, do PSDB e do MDB ou ainda as associações de advogados de bandidos. Ora, me poupem seus vendidos metidos a besta! Vocês nunca viram na vida nada semelhante e estamos conversados.
A extrema imprensa nunca fez campanha midiática para divulgar ou ajudar a combater tudo aquilo que hoje está sendo trazido a lume, porque há um claro confronto entre a lei e o crime que ela sempre acobertou para manter suas mãos nos cofres públicos. Nunca vi a “Rede Goebells” ou seus deformadores de opinião perseguirem fatos como aqueles, tal como fazem contra os “Bolsonaros”. O Capitão e sua equipe têm que seguir, inobstante o ataque das muriçocas que dificultam a caminhada. Auguro que jamais faltem mosquiteiros e inseticida ao longo desta cruzada contra as mazelas que infectam esta “Terra Brasillis”.