José Carlos Werneck-
O ministro das Relações Exteriores do Peru, Nestor Popolizio, anunciou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, integrantes do governo venezuelano e suas famílias estão proibidos de entrar em território peruano. A sanção decorre da crise democrática e humanitária vivida pela Venezuela e a decisão foi tomada às vésperas de Maduro assumir o terceiro mandato presidencial, cuja reeleição não é reconhecida pelo Peru e outros 14 países da região, inclusive o Brasil

A medida, segundo o chanceler peruano, faz parte dos acordos adotados pelos países membros do Grupo Lima, integrado pelo Brasil, como forma de pressão internacional para condenar a crise democrática e humanitária que ocorre na Venezuela, que desautoriza o governo de Nicolás Maduro e o Estado Democrático.

COMUNICAÇÃO – “O governo do Peru vai enviar uma comunicação para a Superintendência de Imigração com uma lista de todos os nomes ligados ao regime Maduro, incluindo membros da família, informando que não podem entrar no país”, afirmou o ministro Nestor Popolizio.

Ele recordou que, no caso da Venezuela, não é necessário um visto para entrar no território peruano, mas o governo peruano tem a prerrogativa de impor restrições de natureza migratória.

PRESSÃO DIRETA – “O que queremos é exercer pressão direta sobre o regime de Maduro, sobre o governo principal para permitir que eles voltem à democracia”, frisando que esse tipo de medida provoca o isolamento do governo venezuelano, “cujas decisões antidemocráticas causaram uma crise interna naquele país”.

O chanceler peruano ressaltou que o Grupo Lima não reconhece o novo mandato presidencial de Maduro, que se inicia na próxima quinta-feira, e confirmou que o Peru não mandará representantes à cerimônia de posse.

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