REDE GLOBO
O Presidente Michel Temer bem que tentou contemporizar. Há dois meses, numa tentativa de selar uma trégua, o Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, procurou João Roberto Marinho. O pedido era simples: que a emissora desembarcasse da tentativa de derrubar o governo a qualquer custo e voltasse a praticar jornalismo normalmente. Marinho foi irredutível: seguiria o caminho adotado até então. O resultado vem agora: Temer cansou de ser atacado e resolveu contra-atacar. BNDES, empréstimos vencidos, juros em atraso com a Receita Federal, tudo tem sido duramente cobrado da mais poderosa rede de comunicação do país.
A Globo ainda segue em pé de guerra. Executivos seus buscaram proximidade com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e tentam de todas as formas uma saída de Temer que elegesse o próprio Maia para a Presidência. Em troca, as dívidas da emissora, eternamente esquecidas e agora lembradas por Temer, voltariam para o baú do esquecimento.
 
Nesta segunda-feira, não por coincidência, a Globo informou que vai transmitir a íntegra da votação da denúncia de Rodrigo Janot contra Temer na íntegra, ainda que invada Jornal Nacional, novela das oito ou futebol.
 
Após um final de semana em que recebeu mais um tiro, desta vez da Rede Record, apontando que a delação de Palocci é devastadora para o império global, a Rede Globo joga suas últimas fichas.
 
Parece que uma era de poder na área da comunicação vai chegando ao fim.
 

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