Temer autorizou pagamento de R$ 3 milhões a Cunha pela JBS, diz revista
Redação SRzd -01/08/2017
Em 2014, o então vice-presidente Michel Temer, na chapa de Dilma Rousseff, autorizou a JBS a pagar R$ 3 milhões ao então deputado do PMDB Eduardo Cunha em “dinheiro sujo”, segundo a revista “Época”. O valor seria descontado dos R$ 15 milhões a que Temer teria direito junto à empresa. O pagamento foi combinado entre Temer e o lobista da JBS, Ricardo Saud.
Ao ser consultado por Saud, Eduardo Cunha disse que queria o pagamento em dinheiro vivo, conta a revista. O lobista, então, procurou Temer pessoalmente. O então vice-presidente respondeu “Pode fazer”. O pagamento foi registrado em uma das planilhas de propina da JBS, como mostra a “Época”. A sigla MT significa “Michel Temer”
 
Segundo a revista, “em um dos encontros em seu escritório, Temer abriu seu coração ao lobista. Estava preocupado. Não gostava de ter de repassar tanto dinheiro a correligionários. Dos R$ 15 milhões que tinha de crédito com a JBS, Temer tinha de repassar R$ 3 milhões a Eduardo Cunha para “fortalecer o partido”. Temia perder aquela disputa presidencial. Não gostava, sobretudo, da ideia de ter a companheira de chapa, Dilma Rousseff, e seu partido, o PT, controlando sozinhos o caixa da campanha”.
 
A atual presidência negou o fato em nota: “A quadrilha comandada pelo bandido Joesley Batista fabrica em profusão versões e planilhas. O presidente nunca teve ‘crédito’ junto às empresas do meliante da Friboi. Nem autorizou transferências a outros parlamentares. A conversa com o capanga é absolutamente ficção barata. O vazamento dessa nova versão tem o claro interesse de tentar influenciar na votação da Câmara dos Deputados.