Governo não tem planos de reforçar segurança fora do Congresso para votação
Nem as vias de acesso como a S1 e a N1, na Esplanada dos Ministérios, devem ser interditadas amanhã
Fernando Bittar - Correio Braziliense
A falta de quórum é um problema que extrapola as paredes da Câmara dos Deputados. Segundo o governo, ainda não há planos de reforçar a segurança fora do Congresso, porque não há sinal de manifestações a caminho. Nem as vias de acesso como a S1 e a N1, na Esplanada dos Ministérios, devem ser interditadas amanhã. A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF) informou que um eventual plano para conter manifestantes, se houver, será definido hoje.
A situação é exatamente oposta do que ocorreu nos últimos movimentos políticos do país, quando a população foi às ruas pedindo mudanças. Isso ocorreu no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e quando houve aumento nas passagens de ônibus. Nas duas oportunidades, civis entraram em confronto com a polícia, mas ninguém se feriu.
 
Na votação do afastamento de Dilma, foi construído um muro separando a Esplanada dos Ministérios. Tratava-se do processo de impeachment da petista, e, como havia receio de eventuais confrontos entre grupos contra e a favor da permanência da então presidente, o governo montou um esquema especial de proteção, incluindo até a Força Nacional.
 
O governo de Michel Temer tem cerca de 5% de aprovação dos brasileiros, segundo pesquisas. A baixa avaliação não se reflete nos atos da população, que, mesmo sendo contrária às reformas instituídas pelo presidente, não chegou a ir às ruas da capital federal, com exceção da primeira greve geral convocada pelas centrais sindicais, em 28 de abril

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