In dubio pro reo ou pro societate?


Caros amigos  - Gen Bda Paulo Chagas

De acordo com o "rito jurídico brasileiro" (indolente, conivente, moroso, claudicante), os processos iniciados com a "colaboração premiada" da Odebrecht estarão finalizados a partir de 2027, ou seja, daqui a 10 anos!
Isto ocorre por conta da leniência do "rito" para com os criminosos com direito a "foro privilegiado", isto é, políticos com dinheiro, normalmente de origem duvidosa, para contratar advogados experientes, capazes de explorar as dobras processuais que conduzem às prescrições.
Isto, embora seja um acinte à sociedade, é a realidade brasileira.
Se, por outro lado, examinarmos os resultados de Sérgio Moro e do Tribunal Regional Federal 4 (TRF4), enxergaremos muitas razões para acreditar que nem tudo está perdido, haja vista o recorde de condenações da Lava Jato.
Conclusão, para o bem da justiça, temos que conseguir o fim do tal foro privilegiado para todos os denunciados da "lista do Fachin" e, para isso, o caminho mais curto é a substituição do "in dubio pro reo" pelo "in dubio pro societate", ou seja, se a justiça ainda tem dúvida, a sociedade não tem e, em 2018, fazendo por si mesma, colocará nas mãos ágeis de juristas como Sérgio Moro os processos da canalha que há anos aposta e ganha o prêmio da impunidade na corrida contra o tempo!
 
Basta-nos guardar os nomes e não reeleger nenhum desses corruptos e, a partir de 2019, lavaremos a alma, assistindo de camarote a goleada de condenações da primeira instância.
 
Não basta reclamar, como a hiena pessimista, temos que fazer a nossa parte, temos que abrir os olhos dos que não sabem ver, orientar os perdidos, formar o bloco dos indignados e fazer valer o poder do voto impresso na urna eletrônica!
 
Essa é a nossa missão!

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar