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:14/04/17
15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN
                    (Industrial – São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais, e com industriais paulistas, para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo.
Os terroristas, a pedido de Carlos Lamarca, escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os demais colaboradores. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
 
Corpo de Albert Henning Boilesen assassinado em uma emboscada.À esquerda um dos autores : Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz -"CLEMENTE"
 
Da ação participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e  Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do então governador do RS, Olívio Dutra), pela VPR.
 
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou Boilesen. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver.  Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
As famílias de Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casimiro, Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas , José Milton Barbosa  e Antonio Sérgio de Matos foram indenizadas pelo governo federal.
(Transcrito de Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Comentários  

0 #2 Luiz Carlos Barbosa 17-04-2017 05:47
É fundamental esclarecer essa matéria, de modo imparcial,
Pois fazia parte, de massa de manobra, trazer à luz os verdadeiros vilões comunistas, assassinos!!!
+1 #1 Dalton Catunda Rocha 15-04-2017 14:43
Não basta derrotar uma gangue terrorista com tiros e algemas. Tem de se impedir que as ideias do terror, se tornem dominantes na política, depois. Como exemplo disto, nós teríamos os exemplos da derrota das Brigadas Vermelhas, na Itália, que foram formadas, no mesmo tempo em que o terrorismo atacava no Brasil. As Brigadas Vermelhas, SLA, gangue Baader Mienhoff, etc. não foram só derrotadas militarmente; elas foram derrotadas militarmente e depois, também extintas politicamente. Todos eram movimentos marxistas violentos e foram derrotados militarmente e depois, completamente extintos politicamente. Naquela mesma época, isto aconteceu, com os movimentos marxistas do Brasil e Argentina, que foram facilmente derrotados militarmente, pela polícia e militares, mas se tornaram hegemônicos politicamente, sem dar um tiro, logo depois. Assim o foi pois, o terrorismo é mais de 99% guerra psicológica, contra menos de 1% de tiros e bombas. Ver site https://www.youtube.com/watch?v=6U4lsonqwk8

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