Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
            Ao longo dos tempos também tem ocorrido ruidosas expedições ao Araguaia, por conta do contribuinte como aquela que sobrevoou exaustivamente a localidade Serra das Andorinhas, em helicópteros da Força Aérea Brasileira, guiada por um coronel da referida Força, na reserva, com o objetivo de localizar sepulturas, segundo ele clandestinas, na selva fechada que recobria a região. Recolheram umas poucas ossadas – na selva é normal  seus familiares enterrarem seus cadáveres  próximo as palhoças onde residem como também estarem mudando com frequência de localidade. O episódio resultou em estrondoso insucesso e as ossadas retiradas de jazigos humildes do Araguaia devem estar até hoje em alguma gaveta de um IML qualquer a espera de mágica que as façam adquirir identidade. Mas na época o fato surtiu a propaganda  esperada pelas esquerdas.

Leitura recomendada Guerrilha do Araguaia - A Grande Verdade Autor - Aluisio Madruga de Moura e Souza                                                                  

            Além disso, nos últimos tempos, várias reportagens reagindo a inexistência  de documentos oficiais arquivados nas Forças Armadas  têm sido uma constante, mesmo com os Comandantes das respectivas Forças tendo informado oficialmente às autoridades competentes a inexistência de tais documentos. Ora, é verdade que vez por outra cópia de um documento destes aparece na mídia e até mesmo documentos originais, porque alguém por alguma razão o tinha em mãos. Nos arquivos das Forças Armadas, porém, eles já não existem porque de acordo com o antigo Regulamento para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS), que teve existência até 8 de janeiro  de 1991. Os documentos em questão foram incinerados por determinação superior. Esse fato existiu porque de acordo com o RSAS, qualquer documento sigiloso  poderia ser destruído por ordem da autoridade que o havia mandado produzir, uma vez julgado por ela como já irrelevante, inoportuno ou sem finalidade. E esta ordem existiu. Quem estava na ativa nesta época e exercia função de chefia a recebeu e a cumpriu. Quanto as reportagens citadas, encontramos as maiores aberrações em termos de afirmações e conclusões. Trata-se de reportagens escritas  por aqueles maus  profissionais sobre os quais já   fiz comentários.

            É bom esclarecer para os que desconhecem e lembrar aos que fingem desconhecer que as Forças Armadas destinam-se à “defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da Lei e da ordem”.

            E no caso da guerrilha do Araguaia estava ameaçada a soberania nacional e o ordenamento institucional vigente. O Exército como a Força Terrestre    foi chamado a intervir apoiado pela Força Aérea Brasileira e cumpriu, mais uma vez, de maneira exemplar a missão recebida  e saiu vitorioso, fato a ser destacado porque, ao longo de sua história, no Brasil ou em terras distantes, nosso Exército nunca saiu derrotado.

            Não fosse a competência e a capacidade das Forças Armadas Brasileira, talvez hoje ainda estivéssemos lutando contra uma força de guerrilha poderosa, a exemplo de algumas nações, mergulhadas em lutas fraticidas, há décadas. Neste caso, possivelmente com a sigla de FARB( Forças Armadas Revolucionárias Brasileira), à semelhança das FARC( Forças Armadas Revolucionária da Colômbia).

            Resumindo é bom que se diga que a FOGUERA – Força Guerrilheira do Araguaia, queria tomar o poder para implantar um governo inspirado no  modelo chinês  e que os militares brasileiros, que lá estiveram, cumpriram ordens expedidas  por quem de direito e em nome dos poderes constituídos e não podem de forma alguma, desde que o Brasil continue sendo uma democracia, serem objeto de investigação individual por parte de quem quer que seja pelo seu desempenho no combate a guerrilha urbana e rural como insistem os comunistas de plantão. 

Comentários  

0 #1 Sergio Crissiuma de 31-03-2017 15:11
artigo perfeito.Meu maior elogio recebido nos 30 anos de
EB e Pres.Rep.-órgão sigiloso foi o elogio recebido em

1964.por ter participado-com o 2o.Ten-da CONTRA REVO
LUÇAO DE 64.

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar