Por Aluísio Madruga de Moura e Souza.
Acredito que já falamos o suficiente sobre os terroristas para que o   leitor possa fazer sua própria análise e avaliação sobre os comunistas brasileiros que diga-se de passagem não são diferentes dos demais.
Decidi então com muito orgulho falar dos órgãos das Forças Legais que derrotaram a Luta Armada  e o terrorismo no Brasil, ou seja, inicialmente a Operação Bandeirante(OBAN) e a seguir os Destacamentos de Operações de Informações(DOI). Apanhados de surpresa  pelas ações de terrorismo desencadeadas pela esquerda revoluc on}onária, os Órgãos de Segurança, embora eficientes no combate à criminalidade, não conseguiam combater a subversão e ações de guerrilha que se desenvolviam.

 

E este fato não era fruto de incapacidade do pessoal, falta de material ou inadequação  dos meio sde comunicações  ou armamento. Tratava-se, sim, do fato de que os criminosos ideológicos possuíam treinamento no tipo de ação que realizavam e planejamento detalhado do o quê, onde e como fazer, além de contar com a surpresa. Do outro lado faltava às Forças Legais uma unidade de comando e coordenação centralizada. A preocupação em relação aos rumos dos acontecimentos era geral, principalmente em São Paulo, tendo em vista as ações ali realizadas pelos subversivos-terroristas.

Entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 1969, foi realizado em Brasília o I Seminário de Segurança Interna, sob a coordenação do Exército e que reuniu os Secretários de Segurança Pública, Comandantes das Polícias Militares, Delegados  da Polícia Federal e das Polícias Civis, sendo que, dentre ao vários assuntos tratados ficou evidente a necessidade da integração operacional dos organismos policiais, com coordenação única.

 

 

De maio a junho do mesmo ano foi montado um esquema experimental, na 2ª Seção do II Exército, com o objetivo de responder à necessidade de integração entre os diversos órgãos,  de modo a se conseguir o seu melhor aproveitamento operacional no combate ao terrorismo. O assunto ainda foi debatido no Centro de Informações do Exército( CIE), que, além de possuir uma visão mais abrangente do problema, considerava a experiência como altamente positiva.

 

 

Como já citamos, o comandante do II Exército em São Paulo, General Canavarro, diante das dificuldades encontradas para tornar a pretendida integração realmente efetiva, convocou em junho do mesmo ano uma reunião de todos os envolvidos com a segurança na área, tendo sido criada uma estrutura que passou a chamar-se (OBAN). Mas os atos terroristas continuaram e se intensificaram e,  para enfrentar esse estado de coisas, a Presidência da República, após uma análise profunda da questão , na primeira quinzena de janeiro de 1970, expediu uma “Diretriz para a Política de Segurança Interna”, definindo o que deveria ser realizado para neutralizar, impedir ou até mesmo eliminar as ações dos terroristas. Nela , ficou estabelecido que caberia ao Exército, por intermédio de seus Comandantes Militares de  Área, a responsabilidade pelo planejamento, coordenação e execução das medidas para conter a subversão e o terrorismo em suas respectivas áreas de responsabilidades.

 

 

Com esta Diretriz foram criados os Conselhos de Defesa Interna(CONDI) para assessorar os Comandantes Militares de Área; os Centros de Operações de Defesa Interna(CODI), para garantir a necessária coordenação do planejamento e da execução das medidas de defesa internas; e os Destacamentos de Defesa Interna(DOI), cuja missão era a de desmontar toda a estrutura de pessoal e de material das organizações terroristas, bem como impedir  a sua reorganização. E foi exatamente o que os DOI fizeram, ou seja, cumpriram a missão que receberam: desmontaram a estrutura pessoal e material das organizações  terroristas, contribuindo para consolidar a Contrarrevolução que impediu que fosse implantada uma ditadura do proletariado entre nós.

 

 

Alguns, talvez por desconhecimento de causa criticam os métodos usados para trazer a paz ao Brasil. Alegam que o Estado respondeu com violência à ação dos terroristas. Alegam que outros métodos poderiam ter sido usados. É fácil criticar quando se toma conhecimento da situação depois do fato contornado e estando-se dentro de um gabinete com ar refrigerado sem nem mesmo ter ouvido um tiro.  É fácil criticar quando jamais se  viu um terrorista, nem mesmo quando já preso. É fácil se criticar, quando não se tem sob sua responsabilidade a vida de subordinados em operação de risco, ouvindo o sibilar dos tiros em seu ouvido, envolvido, numa guerra sem uniformes, numa guerra covarde, na qual as ações de sabotagem, explosões de bombas, assassinatos e sequestros  são a tônica dos combate. É fácil criticar quando suas famílias não são ameaçadas, não correm nenhum risco de vida.

 

 

Se as Forças Legais não tivessem empregado a “FORÇA” na medida certa talvez os terroristas de ontem tivessem conseguido implantar no Brasil uma ditadura do proletariado e, hoje, a exemplo de Cuba, estivéssemos chorando milhares de mortos e não apenas os cerca de 500 dos dois lados.

 

 

Vejam o que escreveu o ex-Senador Roberto Campos , em seu artigo “Nostalgia das Ossadas”, sobre o assunto: .... Fidel, que somente na primeira noite pós-revolução fuzilou 50 pessoas num estádio. Na semana seguinte, na Fortaleza La Cabana, em Havana despachou mais 700(dos quais 400 membros do governo anterior). E ao longo de 37 anos de ditadura, estima-se ter fuzilado 10 mil pessoas”. (Continua) 

 

 

 

 

 

 
 

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