Fonte  A Verdade Sufocada-A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 13ª - Autor Carlos Alberto Brilhante Ustra
Na esquerda, apoiando Jango, estavam organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), s Partidos Comunistas, as Ligas Camponesas e outras. O PCB era o núcleo dominante das decisões e seguia a orientação ditada pelo Comitê Central. Aspirava alcançar o poder em curto prazo, pelos processos que lhe pareciam menos arriscados e mais vantajosos. Existiam, ainda, outras  organizações como o Partido Operário Revolucionário Trotsquista (PORT)), a Ação Popular (AP), a Política Operária
(POLOP) e os Grupos dos Onze, de Leonel Brizola, que pretendiam atingir o poder pelas armas.
Era clara a ingerência externa para transformar o País em uma república comunista.  Movimento de Cultura Popular, criado em Recife, com o apoio da UNE, do Ministério da Educação e com auxílio financeiro externo, se desenvolvia em todo o País. Sob o disfarce de combate ao analfabetismo, realizava abertamente a doutrinação comunista. Vindos de Moscou, substanciais fundos fortaleciam a UNE, que publicava um jornal semanal marxista e panfletos inflamados e distribuía material de leitura, “para combater o analfabetismo”. Esse material incluía o manual de guerrilhas de Che Guevara, traduzido por comunistas rasileiros. Líderes da UNE fomentavam greves estudantis e distúrbios de rua.
De 28 a 30 de março de 1963, o Partido Comunista Brasileiro promoveu o Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, reunindo, em Niterói, na sede do Sindicato dos Operários Navais, delegações de várias nacionalidades.
Luís Carlos Prestes, em sua abertura, disse que gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro. A revolução cubana servia de modelo para organizações revolucionárias
comunistas, atuantes na época, que concordavam com a luta armada para a conquista do poder.O ano de 1963 foi pródigo de conflitos na área rural. A violência era pregada abertamente. Grupos armados, em vários pontos do País, invadiam propriedades, com a conivência de autoridades e de membros da Igreja Católica.
O movimento crescia com os discursos inflamados de Miguel Arraes, Pelópidas Silveira e outros líderes de  esquerda.
Mais de 270 sindicatos rurais eram reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, a maioria infiltrada por líderes comunistas. Enquanto fazendeiros e sindicalistas se armavam, os conflitos se multiplicavam. Dezenas de mortos
e feridos era o saldo desses confrontos.Segundo Prestes, o PCB já podia se considerar no governo. Cargos importantes nos governos federais e estaduais e no Judiciário estavam em mãos e comunistas e seus aliados.

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