Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
                        Temos insistido em mostrar a violência das ações dos comunistas brasileiros com a realização de atos de terrorismo, atentados, sequestros e justiçamentos . Eles não são o que dizem que são e não lutavam pela democracia como querem fazer crer. Então  vamos explicar como o tenente da Força Aérea Brasileira, Mateus Levino dos Santos, servindo em Recife, viu-se envolvido com os militantes do PCBR, acabando por vir a falecer e, também, como se deu o assassinato do marinheiro inglês David A. Curthberg, no Rio de Janeiro.

 No caso do tenente Levino, era intenção do PCBR sequestrar o Cônsul norte-americano residente na capital de Pernambuco. No entanto, para tal necessitava de um carro, sendo que no dia 26 de junho de 1970 resolveram roubar um Volkswagen, estacionado no Jaboatão, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Foi quando três militantes da organização desceram de um carro dirigido por Nancy Mangabeira Unger. Eram eles Carlos Alberto Soares Rodrigues de Souza, José Gersino Saraiva Maia e Luís o “Jacaré”, este até hoje não identificado. Ao tentarem render o motorista, este decidiu identificar-se como tenente  da Aeronáutica, o que lhe custou a vida. Ao dizer que era militar, de imediato recebeu dois tiros desfechado pelo terrorista Carlos Alberto. Um na cabeça e outro no pescoço, ficando gravemente ferido . Levino, após nove meses de impressionante sofrimento, veio a falecer em 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto acabou por fazer o PCBR desistir do referido sequestro.

            Nancy Mangabeira Unger, banida do País em 13 de janeiro de 1971, em troca da vida do embaixador suíço, era filha de pai americano  e mãe brasileira, sendo neta de Otávio Mangabeira. Por ironia do destino, desconhecendo a intenção do sequestro do Cônsul americano e envolvimento de Nancy, correu em sua defesa, alegando sua dupla nacionalidade.

            Já no que diz respeito ao assassinato do marinheiro inglês David A. Guthberg, sob o título “Repulsa”, o Jornal “O Globo” publicou o seguinte:

            “Tinha 19 anos o marinheiro inglês David A.  Guthberg que, na madrugada de sábado, tomou um taxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo , a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida no taxi no qual se encontrava. Não teve tempo para saber o que ocorria e se percebesse, com certeza, não poderia compreender. Um terrorista de dentro de outro carro apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre seu corpo, ainda palpitante panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades , procurando dar-lhes significado de atentado político contra um jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável  dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas maltas de assassinos gratuitos”.

            Esta ação criminosa, tachada de “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três  organizações comunistas:

            - Flávio Augusto Neves Leão Salles(Rogério ou Bilico), militante da ALN que fez os disparos com a metralhadora;

            -Antônio Carlos Nogueira Cabral(Chico ou Alfredo)- militante da ALN;

            - Aurora Maria Nascimento Furtado(Márcia ou Rita)- militante da ALN;

            - Adair Gonçalves Reis( Elber, Leônidas ou Sorriso)- militante da ALN;

            - Lígia Maria Salgado da Nobrega(Ana, Célia, Cecília)- militante da Var –Palmares, que jogou dentro do táxi os panfletos  que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”;

            - Hélio Silva(Anastácio ou Nadinho)- militante da Var-Palmares;

            - Carlos Alberto Salles(Soldado)- militante da Var-Palmares; e

            - Getúlio de Oliveira Cabral( Gogó, Soares,Gustavo)- militante do PCBR. (Continua)

 

 

 

 

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