Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
            Para que o leitor possa aquilatar a índole dessa gente vamos citar o exemplo do sequestro do Embaixador dos Estados Unidos das Américas no Brasil, Sr.Burk Elbrick,ocasião na qual os terroristas lançaram um manifesto e exigiram do Governo  que o divulgasse nas rádios, jornais e televisão. Ameaçavam matar o Embaixador, caso as exigências  não fossem atendidas, como a libertação de quinze presos políticos, dentre eles, o ex-Ministro casa Civil de Lula, José Dirceu que a época atendia pelo codinome de “Daniel”. Vejamos o que estava escrito no primeiro parágrafo do referido manifesto: “Grupos revolucionários detiveram, hoje, o senhor Burk  Elbrick, Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, levando-o para algum ponto do País, onde o mantêm preso. Este não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a Bancos onde se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomadas de quartéis e delegacias onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta pelo povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamentos de carrasco e opressores.

Na verdade o rapto do Embaixador é apenas  mais um ato de guerra revolucionária que avança a cada dia  e que este ano ainda iniciará a etapa da guerrilha rural”. Observem portanto, que são eles próprios que aquela época, anunciavam as ações criminosas  que estavam realizando e que hoje contam de maneira mentirosa. É importante que se conheça detalhes dos fatos para que se possa julgar com isenção o que verdadeiramente foi o chamado “Anos de Chumbo”. Já citamos que 120 atentados ocorreram com mortes de militares e civis. Todos estes atentados estão descritos com detalhes no site da ONG TERNUMA(Terrorismo Nunca Mais). Vamos então transcrever o que lá encontramos a respeito do atentado do Quartel General do II Exército em São Paulo:“ em 1968, o jovem Mário Kozel Filho foi convocado para servir a Pátria e defende-la com a própria vida contra possíveis agressões internas ou externas. Na mesma época o capitão do Exército Carlos Lamarca, formado pela Academia das Agulhas Negras(AMAN), servia no 4º Regimento de Infantaria em Quitaúna/ São Paulo. E em 24 de janeiro de 1968, o então Capitão Lamarca traiu  a Pátria que jurou defender. Roubou do 4ºRI muitos fuzis, metralhadoras e munição; desertou e entrou na clandestinidade. O material roubado foi entregue à Vanguarda Popular Revolucionária(VPR) , uma organização terrorista que Lamarca já  integrava anteriormente.

 

Por outro lado, o soldado Kozel permanecia servindo com dedicação  à Pátria. Estávamos no dia 26 de junho de 1968e, como sentinela do QG do II Exército, Kozel zelava pela segurança dos que descansavam. Era exatamente 04:30 horas e ele estava vigilante em sua guarita. A madrugada estava fria e com pouca, muito pouca visibilidade. Nesse momento um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta que, desgovernada, tentou penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino também sentinela, disparou 6 tiros contra o veículo que, finalmente, bateu na parede externa do quartel. Kozel saiu de seu posto e correu em direção ao veículo para ver se havia alguém ferido no seu interior. Não. Não havia! Existia , sim, uma carga de 50 quilos de dinamite que, segundos depois explodiu e espalhou destruição e morte num raio de 300 metros. O corpo de Kozel foi dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz e Edson Roberto Rufino ficaram muito feridos. Tratava-se de mais um ato de terrorismo da organização VPR chefiada pelo capitão Lamarca.

Participaram desse crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira – o Diógenes do PT, aquele que esteve na mídia por possíveis implicações com bicheiros durante o Governo do Sr. Olívio Dutra, então Governador do Rio Grande do Sul e ex-Ministro das Cidades; Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.(continua)

 

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