NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964 (continuação 12)
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
A partir de 1985, quando os comunistas e corruptos chegaram ao Poder teve  início  um revanchismo intenso por parte dos políticos comunistas e da mídia aparelhada em relação aos militares e, em particular, contra aqueles que de armas nas mãos os combateram, inclusive civis. Exemplo claro do que falo pode ser buscado nas palavras do ex-Secretário de Direitos Humanos , Sr. Nilmário Miranda e que também advogou para o Partido dos Trabalhadores que entrevistado  por reporte do Correio Braziliense que lhe perguntou quais seriam as razões pelas quais o Delegado Calandra da Polícia Civil de São Paulo não pudera assumir um determinado cargo de confiança este respondeu: há um pacto não escrito neste governo para que os torturadores não sejam contratados

. E fica a pergunta: o Delegado Calandra foi processado, julgado e condenado por prática de tortura? Quem condenou? A justiça brasileira? Não. E quem são os torturadores segundo a esquerda terrorista? Os torturadores segundo eles e conforme concluiu a comissão da verdade são todos os que de alguma forma, por força de função que exerciam os combateram como os cinco ex-presidentes da República, o Marechal do Ar e patrono da Aeronáutica Eduardo Gomes, os Generais Orlando Geisel, Breno Borges Fortes, Meira Matos e tantos outros em um total de 377 militares e civis. Todos apontados como torturadores sem nenhuma prova concreta e comprovação. Este é o Brasil de hoje.

 

Não podemos nos esquecer de que os sempre persistentes aproveitadores e comunistas frustrados pela inesperada Contrarrevolução, que destruiu os seus sonhos  de implantarem uma ditadura do proletariado no Brasil, usando a desculpa de que estavam lutando para derrubar uma ditadura, a partir de 1966, após iniciarem seus atos de terrorismo cujo ápice durou de 1968 a 1972 passaram a  subverter as massas conduzindo-as  para os distúrbios e arruaças nas vias públicas, tentando parar o País mas não obtiveram o êxito esperado. Então intensificaram seus atos de terrorismo, sabotagens e sequestros de diplomatas estrangeiros exigindo em troca de suas vidas a liberdade de terroristas presos o que em alguns casos conseguiram. Assim vários assassinos frios e calculistas foram levados ao exterior e recebidos em Cuba, Argélia e Chile, enquanto os que aqui permaneciam atuando se defendiam afirmando de maneira simplista que os meios justificavam os fins. Dezenas de pessoas foram mortas de feridas de maneira covarde e traiçoeira sendo que pelo que temos conhecimento foram identificadas 120 mortes e 343 pessoas feridas  sem contabilizar a parte deles. Já tecemos comentários sobre o primeiro atentado ocorrido no dia 31 de março de 1966, no Parque Treze de Maio em  Recife as 08h47min e também sobre os outros dois ocorridos no mesmo dia, felizmente todos sem vítimas. Posteriormente, como também já comentamos, em 20 de maio  do mesmo ano ocorreram novos atentados contra a Câmara Legislativa também sem vítima. Mas o episódio do Aeroporto do Guararapes foi o primeiro no qual ocorreram vítimas razão pela qual vamos dar maior  ênfase ao mesmo. Descreve-o muito bem o escritor e historiador  Raymundo Negrão Torres, em seu livro “O Fascínio dos anos de Chumbo” do qual extraímos o seguinte: “estava assaz movimentado o Aeroporto Internacional  do Guararapes naquele começo de  manhã do dia 25 de julho de 1966. Além do elevado número de pessoas habitual em um grande terminal aéreo , havia muita gente que viera recepcionar o General Arthur da Costa e Silva, candidato do partido do governo, Aliança Renovadora Nacional(ARENA) à Presidência da República.

Castello Branco não conseguira fazer vingar  uma candidatura civil nem mesmo “hibrida”- como as dos coronéis na reserva Ney Braga, Costa Cavalcante ou Jarbas Passarinho, - como pretendia encaminhar a reconstitucionalização do País e o progressivo retorno a normalidade democrática após o interregno de autoritarismo mitigado que se seguira à deposição do Sr. João Goulart e que ele, Castello, desejava fosse o mais breve possível.(continua)  

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