NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964(continuação 7)
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Por outro lado, alguns críticos da Contrarrevolução, o que é um alegam que foi a falta de canais para a manifestação dos opositores do novo regime de então que provocou o emprego da Luta Armada iniciada pelas esquerdas, o que é um grande engodo e eles sabem disso. A realidade, como já foi dito anteriormente é que a preparação para o emprego da violência revolucionária teve inicio em 1961, quando  muitos militantes foram enviados para campos de formação e treinamento em    países comunista com o objetivo de se especializarem em ações de guerrilha aí incluído o terrorismo.
É certo, isto sim, que os canais para a manifestação dos opositores da Contrarrevolução somente deixaram de existir durante um pequeno espaço de tempo, após a decretação do AI-5 em 13 de dezembro de 1968. Também é importante que se diga que no Brasil existiu um Regime de Exceção sim, porém nunca uma ditadura na acepção da palavra como muitos fazem crer. E tanto isto é verdade, desde que o Poder Judiciário funcionou e foi respeitado durante todo o período de exceção e o Congresso esteve em recesso por um pequeno espaço de tempo. Lembremos que na acepção da palavra, ditadura significa aquele governo no qual os poderes do Estado ficam nas mãos de uma única pessoa apoiada por um único grupo que a ela se subjuga. E foi isto o que ocorreu no Brasil? CLARO QUE NÃO! Então precisamos lembrar aos críticos dos quais estamos falando que Luta Armada é uma forma de luta de classes, que consiste no emprego de meios violentos para a solução de conflitos sociais adotados pelos marxista-leninistas, trotskistas e demais segmentos de esquerda. Segundo eles nunca é uma iniciativa dos revolucionários, sendo sempre uma resposta do “proletariado” às ações do governo burguês que não quer se deixar depor. E empregando a violência revolucionária, a Luta Armada tem como objetivo apenas “derrubar a burguesia”, tomar o poder e implantar a “ditadura do proletariado”. Lindo não!
 
Com muita insistência a mídia também anuncia que os atos de terrorismo começaram após a assinatura do AI-5, o que nada mais é do que uma deslavada mentira e ela sabe perfeitamente disso. O AI-5 não foi em hipótese alguma causa do emprego dos atos de terrorismo e, isto sim, consequência. Ele foi decretado para impedir que o terrorismo continuasse perturbando a ordem pública e fazendo vitimas inocentes. Foi sem sombra de dúvida necessário e importante para a defesa e o prosseguimento do regime, tendo sido decretado somente em 13 de dezembro de 1968, quando dezenas e dezenas de ações terroristas já haviam sido realizadas.
Foram fatores preponderantes para a decretação do AI-5
 - a realização de 84 atos terroristas, além de vários assaltos a bancos, a carros de transportes de valores e outros;
- o elevado índice de violência urbana, no mês de setembro de 1968  que fugia ao controle das autoridades como hoje;
- o discurso do Deputado Federal Márcio Moreira Alves, em 02 de setembro de 1968, altamente ofensivo as Forças Armadas. Não se tratava mais de uma das muitas provocações dos opositores do Regime. Era a busca permanente da desmoralização das Forças Armadas como aliás determinados setores insistem até  hoje, buscando incompatibiliza-las com a opinião pública. E embora existisse dispositivos no Regimento Interno para punir tal procedimento, a Câmara não tomou providências. Então, as Forças Armadas solicitaram providências ao Presidente da República, que determinou ao seu Ministro da Justiça estudar o caso. E este concluiu por propor ao Governo que solicitasse ao Supremo Tribunal Federal a abertura de processo contra o Deputado, o que ocorreu e, concomitantemente,  também solicitou à Câmara a autorização para abertura do referido processo.(continua) 

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