NÃO PODEMOS E NÃO VAMOS ESQUECER O 31 DE MARÇO DE 1964(continuação 4)
Por Aluísio Madruga de Moura e Souza
Vejamos o que escreve um órgão de imprensa  sobre a o apoio da Igreja à Contrarrevolução.

“Nunca houve manifestação igual. Nunca houve determinação igual. Jamais se viu tanta gente nas ruas do Rio de Janeiro, de todas as  profissões, de todos os credos religiosos, de todas as categorias sociais, irmanados nos mesmos propósitos: defender a família, os princípios cristão do nosso povo, a liberdade do Brasil. Liberdade que havia sido conquistada algumas horas antes por uma Revolução democrática e popular. Um milhão de pessoas comemorou então a vitória  da causa brasileira naquele Estado.

Obs do site www.averdadesufocada.com : As ruas tomadas pelo povo comemorando a vitória

E nos demais Estados não foi diferente”. Edição histórica da revista O Cruzeiro de 10 de abril de 1964.

 
Então faço a pergunta. Que golpe militar foi este que hoje a mídia infiltrada  tanto fala?
Mas vamos prosseguir citando outros fatores que foram determinantes para o crescente descontentamento das elites da época e também do povo em geral   com o governo de Jango e, assim caracterizar que Jango Goulart caiu porque escolheu o seu caminho, embora lhe tenham  sido todas as oportunidades para permanecer a frente da Nação. Dentre elas considera-se como as mais importantes, além das já citadas as seguintes:
- a insubordinação de marinheiros e fuzileiros navais, contando com a simpatia e conivência  do Almirante Aragão, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil;
- a crise na Armada, provocada com o afastamento do Almirante Aragão do Comando do Corpo de Fuzileiros pelo Ministro da Marinha , Almirante  Silvio Borges de Souza Mota que ainda o proibiu de realizar pronunciamento por ele anunciado;
-  a solução dada pelo Presidente da República para a situação na Armada, retornando  o Almirante Aragão ao Comando anterior;
- o fato de Jango Goulart colocar em liberdade 1200 marinheiros que se amotinaram para pedir o afastamento do Ministro da Marinha e que depois se entregaram ao Exército;  e
- o fato do Presidente da República ter atendido aos marinheiros e exonerado o Ministro Silvio Mota.
 Em verdade, o General Amaury Kruel, Comandante do então II Exército com sede na cidade de São Paulo não desejava a deposição do Presidente. O General Jair Dantas Ribeiro seu amigo particular e Ministro da Guerra, nunca o desejou. Nem o General Âncora, Comandante do I Exército, com sede no Rio de Janeiro, nem o General Castelo Branco,  Chefe do Estado-Maior do Exército. O Comandante do II Exército chegou a sugerir ao Presidente, no momento que suas tropas se preparavam para marchar sobre o Rio de  Janeiro, que este desarticulasse o sistema comunista  montado por ele próprio  e pelo seu cunhado  Leonel Brizola. Que fechasse  o CGT e normalizasse a situação na Marinha, para contar com o apoio das Forças Armadas. E o Presidente  disse não! O que repetiria mais tarde ao seu amigo e Ministro da Guerra, quando este lhe fez  idêntico pedido. Não aceitando  desarticular o dispositivo de esquerda,  que passara a comandar e, colocando a opção nas mãos das Forças Armadas não deixou aos Generais outro caminho senão o de defender a integridade  do País dentro    do regime democrático, o que estava sendo exigido pelo povo.
Tivesse o Sr. Jango declarado a ilegalidade do CGT e mantido a prisão do Almirante Aragão, decretada pelo Almirante Silvio Mota, possivelmente teria concluído seu mandato, porque estaria contando com o apoio das Forças Armadas por serem estas legalistas por natureza, mesmo contra a vontade do povo brasileiro. Porém o Sr. Jango decidiu não recuar pois era sua intenção estabelecer no País uma República Sindicalista. Jango caiu porque escolheu seu caminho, quando teve todas por ele próprio como apoio de seu cunhado Leonel Brizola.(continua)
 

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