CONHEÇA A HISTÓRIA

 
www.livrariabrasil.net, 1 kB
Início arrow Projeto ORVIL arrow 29/12 - VASCULHANDO O ORVIL - Capítulo III
29/12 - VASCULHANDO O ORVIL - Capítulo III

 Pela editoria do site
Capítulo III - ALN

Em abril de 1968, o Agrupamento Comunista de São Paulo - AC/SP lançou o primeiro número do jornal “ O Guerrilheiro”, que tinha como objetivo principal difundir mensagens sobre a  guerrilha brasileira. Constavam da publicação o “ Pronunciamento do Agrupamento Comunista de São Paulo” e a “ Declaração Geral da I Conferência da Olas “, textos de Marighela, que constituíam a ideologia do AC/SP, e sua linha política.

Texto completo  

O editorial desse jornal afirmava que, no núcleo armado operário e camponês, existia espaço para o movimento estudantil e demais forças interessadas na revolução. Afirmava, também, que “ o grande objetivo”, era a tomada do poder, que ficaria caracterizada pela destruição do aparelho burocrático militar do Estado e a sua substituição pelo povo armado.


Em 1968 foi difundido também, o documento “Algumas questões sobre as guerrilhas no Brasil “ de autoria de Carlos Marighela. O texto inseria a revolução cubana dentro da revolução mundial, apresentando-a como exemplo da conquista do poder, por meio da guerra de guerrilha.

No texto, Marighela estabelecia três fases principais para a implantação e o sucesso da guerra de guerrilha:

1º - planejamento e preparação da guerrilha;

2º - lançamento e sobrevivência da guerrilha; e

3º - crescimento e sua transformação em guerra de manobra.


Em fins de 1968, Marighela difundiu entre os membros do AC/SP, o documento “Questões de Organização”

O documento anunciava a criação de um centro de aperfeiçoamento, uma escola de formação de guerrilheiros. Preconizava também três frentes de atividades: A Frente Guerrilheira, a Frente de Massas e a Rede de Sustentação.

 Caberia à Frente Guerrilheira , dentro da fixação de Marighela pela ação terrorista, atuar em todas as partes do país . A Frente de Massa teria uma atuação semelhante à Frente Guerrilheira e atuaria nos setores estudantil, operário, camponês e eclesiásticos, e deveria desenvolver ações armadas .

 
 
Participação dos Frades Dominicanos no AC/SP

No início de 1968, Frei Augusto de Rezende Júnior liderou diversas reuniões dentro do Convento dos Dominicanos, na Rua Caiubi, 126, em São Paulo.

 liderou e, Participavam das reuniões:

frei Carlos Alberto Libânio Christo ( frei Beto);

frei Fernando de Brito ( frei Timóteo Martins );

frei João Antônio Caldas Valença( frei Maurício );

frei Tito de Alencar Ramos;

frei Luiz Felipe Ratton;

frei Magno José Vilela; e

frei Francisco Pereira Araújo ( frei Chico).


Essas reuniões visavam uma tomada de posição política, que levou à adesão de vários religiosos ao AC/SP.

O clero já começara a se entrosar com as organizações subversivo-terroristas antes dessas reuniões. Além do AC/SP, frei Beto, um dos mais atuantes dominicanos no apoio à luta armada já entrara em contato com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR , por meio de Dulce de Souza Maia.

 O apoio dos religiosos para com as organizações subversivo-terroristas era o resultado de um longo processo da penetração do marxismo-leninismo no meio da igreja.

O engajamento dos dominicanos foi total. Frei Osvaldo, frei Ivo, frei Ratton, frei Tito e frei Fernando fizeram levantamentos em áreas onde havia atritos fundiários e onde os subversivos pudessem acirrar os conflitos e a luta de classe no campo.

Por medidas de segurança, o trabalho de cada um passou a ser compartimentado. Frei Ivo , “ Pedro”, passou a exercer as funções de motorista de Frei Osvaldo, “Sérgio” ou “Gaspar I” , nos contatos com Marighela; frei Magno, “ Leonardo”, mantinha contato com Joaquim Câmara Ferreira, o “Toledo”; e frei Beto, “Vitor” ou “Ronaldo”, ficou com o sistema de imprensa ( O Guerrilheiro)

 

Participação do Movimento Estudantil no AC/SP

 

Rapidamente as idéias de Marighela foram penetrando no meio estudantil e ganhamndo adeptos em várias cidades . Inúmeras lideranças surgiram.

A partir de março de 1968 o AC/SP estabeleceu contato com o Grupo Corrente, de Minas Gerais, liderado por Mário Roberto Galhardo Zanconato , o “ Xuxu”, Em Brasília, em torno de Luís Werneck de Castro Filho e José Carlos Vidal, o “Juca” que fora apresentado a Marighela por Flávio Tavares que já era seu contato, no Rio de Janeiro .

 As atividades criminosas do grupo, iniciadas no começo de 1968, encerrariam o ano no dia 17 de dezembro, com uma bomba que explodiu, às 2 horas da madrugada, no Monumento dos Aviadores da 2ª Guerra Mundial, na Praça 14-Bis, em São Paulo. No local foi deixado um suplemento do Jornal “O guerrilheiro”, com uma “Mensagem aos Brasileiros”, assinada por Carlos Marighela.

 Muitos estudantes, ligados ao AC/SP , alguns já com curso de técnicas de guerrilha em Cuba, largaram as passeatas, as escaramuças de rua, as invasões de faculdades , os quebra-quebras , trocaram os livros pelas armas e explosivos e passaram a fazer parte de um dos grupos ( eram cerca de 29 as organizações ) mais violentos que atuaram na luta armada, a Ação Libertadora Nacional - ALN .


O site "AVerdadeSufocada.com" não pertence ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, embora o mesmo faça parte da equipe que produz seus textos. Caso queira nos enviar algum texto de sua autoria e que se encaixe no contexto do site, utilize o mecanismo "Fale conosco" que o mesmo será avaliado. Não publicaremos textos que contenham qualquer tipo de referência racista, pornográfica, discriminatória ou muito agressiva. Os autores dos textos de forma alguma serão remunerados pois o site não possui finalidade econômica e financeira.

Não deixe de conhecer o livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça

Comentários
AdicionarPesquisar
José Maria N. - Lamentável !! IP:201.8.93.xxx | 25-01-2008 00:25:04
Caro editor,

Espero que este texto não tenha como objetivo justificar a barbárie cometida pôr nossas forças de segurança. É verdade que alguns jovens brasileiros cometeram erros politicos terriveis quando optaram pôr fazer uma guerra sem a menor perspectiva de vitória e escolheram a pior causa possível, que é o comunismo, mas a covardia e a desumanidade que foram utilizadas na repressão desses movimentos armados ultrapassaram todos os limites da brutalidade. Nossos militares no passado agiam como verdadeiros soldadinhos do imperialismo norte-americano, matavam, torturavam covardemente a qualquer um que esboçasse qualquer reação. Em consequencia disso temos um pais nadando em corrupção que certamente não foi inventada no regime militar, mas que deu sua parcela substâncial na cultura do toma-lá da-cá eu não tenho dúvida. Destruiram nossas instituições politicas, amordaçaram nossa democracia nôs impedindo de crescer e amadurecer politicamente, acabaram com nossa capacidade de organização e de reação enquanto sociedade, e agora que nossa Amazõnia esta sendo sitiada aos poucos e de forma sorrateira por nossos antigos "aliados norte-americanos" não temos condições de reagir pois nos falta senso comum, amor a pátria, motivos pra brigar,capacidade de organização e outras coisa mais que vamos levar mais algumas décadas para readiquirir. Obigado senhores militares " herois da pátria".
LUIZ CARLOS RIBEIRO DE MORAIS - Barbárie IP:201.2.152.xxx | 31-01-2008 19:29:29
Barbárie foi cortarem a orelha de um garôto na Guerrilha do Araguaia e depois o matarem com uma facada, na frente de seus pais, apenas por ter conduzido uma patrulha: barbárie foi matarem um jovem de 22 anos com coronhadas na cabeça, quando o mesmo servia de refém; barbárie, barbárie, poderia citar dezenas delas cometidas por jovens que foram abandonados por seus chefes durante a Guerrilha do Araguaia, por jovens enganados por uma loucura de alguns, que diziam que aqui era ditadura, mas queriam implantar uma nos moldes da de Cuba (17000 mortos), Âlbânia(274500 mortos) e China Vermelha(2.300.000 mortos). Se não estamos pior, é porque os militares não deixaram. Que saudades daquele tempo!
A editora - Para José Maria N IP:189.6.26.xxx | 04-02-2008 19:01:20
Os textos que vão compor a série "Vasculhando o Orvil" têm por finalidade mostrar aos nossos visitantes o que aconteceu no período denominado por alguns de " anos de chumbo". Destina-se à pessoas como o senhor, que chama de "erros políticos" uma guerrilha que se não tivesse sido combatida com eficàcia pelas nossas Forças Armadas , nos levaria a ser hoje uma imensa Cuba ou estaríamos como a Colômbia que luta há 40 anos contra as Farcs.
A série que pretendemos continuar deverá abordar todas as organizações terroristas que atuaram no Brasil. Por enquanto estamos iniciando com a ALN.
A respeito do período o senhor diz:
" Em consequencia disso temos um pais nadando em corrupção que certamente não foi inventada no regime militar,mas que deu sua parcela substancial na cultura do toma-la dá-cá"
Essa cultura de corrupção começou com o costume de "expropriação" que seus "jovens brasileiros" praticavam nos assaltos a bancos para ajudar a manter a guerrilha. Agora, já não tão jovens, continuam a "expropriação" dos cofres públicos para se mantenham no poder.
Pedro - Covardes IP:200.207.9.xxx | 30-06-2008 17:09:03
Apenas gostaria que o Brasil tivesse a oportunidade de fazer sentir na pele (literalmente) a estes militares covardes a dor das torturas. Pena que o maior assassino e torturador que São Paulo conheceu morreu sem ter sido julgado. Certamente, o inferno o recebeu e lá ele há de sofrer e queimar pela eternidade.
Roberto Soares - Cel. Ustra IP:189.2.106.xxx | 22-08-2008 13:49:07
Tento acompanhar e entender de forma absolutamente isenta os acontecimentos recentes envolvendo o Cel.Ustra. Antes disso, vasculhei todas as publicações que consegui a respeito da época em que o mesmo atuou na repressão. Não parece restar dúvidas de que ele e muitos outros participaram ativamente de torturas, assassinatos e desaparecimentos de centenas de adversários, o que possibilitou que se debelasse para sempre esta tentativa de derrubada, pela força, do regime militar. Agora estão chamando o coronel para um acerto público e moral de contas, mas ele foge, dissimula, esquiva-se; por incrível que pareça, até ele, que à época transbordava de poder e legitimidade para agir, hoje refugia-se sob o argumento de que agia sob ordens superiores. Ora, assim vai apenas esperar a morte, para entrar para a história como um condenado, pois não ousa defender-se da maneira adequada. Que venha a público, ou melhor, que vá ao tribunal e explique que agiu para evitar um mal maior, o que me parece até historicamente correto. Difícil será explicar porque torturou, matou e fêz sumir, se o Estado Democrático de Direito determina que o mal deve ser erradicado por outros meios. Mas vá lá, falar em Estado Democrático de Direito para fazer referência àquele período também já seria querer demais.
Repito: O coronel está perdendo a melhor oportunidade da vida de apagar um pouco da sujeira que mancha sua imagem pública, o que se refletirá para sempre em seus descendentes e em sua memória.
Os editores - Para Roberto Soares IP:200.163.1.xxx | 22-08-2008 20:30:35
Sr Roberto
Não creio que o sr seja totalmente isento no seu julgamento, se fosse, teria lido opiniões dos dois lados. Para uma pessoa isenta afirmar que não restam dúvidas da participação do cel em torturas, creio que seria necessário que essa pessoa tivesse visto o mesmo no ato de tortura.
Por que , para o semhor, a palavra de ex-militantes, é mais verdadeira do que as do coronel.
Ele jamais se refugiou . Pelo contrário, já se expos, escrevendio dois livros. Quanto a entrevistas, ele não tem chance. Desmente com provas denúncias de torturas ( caso Bete Mendes, Maria Amélia Teles, Ivan Seixas e outros) e jamais a mídia publica o que realmente aconteceu com eles.
Agora mesmo, a Revista Época publicou uma reportagem em que, o irmão do presidente Lula ,Frei Chico, se diz torturado no comando do cel Ustra.
O frei Chico foi preso em 1975, declarações do próprio em várias publicações, e o cel Ustra deixou o comando do DOI em janeiro de 1974.Como poderia tê-lo torturado?
Ivan Seixas declarou que viu o cel Ustra matar seu pai a pancadas , que o viu torturá-lo e que também foi torturado por ele. Quando seu pai foi morto, o cel estava de licença, pois havia sido operado na véspera. E ele , é "testemunha" de várias pessoas que se dizem torturadas.
Em qualquer demanda judicial, é necessário a prova do crime. Apenas, nos casos de denúncias de torturas, uma comissão é soberana para julgar e conceder indenizações, tendo como "provas", o testemunho do interessado e de militantes envolvidos ideológicamente com a causa.
Leia o livro do cel e o senhor verá que ninguém, em seu comando, foi enterrado clandestinamente., que em seu comando, não existem desaparecidos.
Escrever comentário.
Nome:
Tí­tulo:
Security Image

Powered by JoomlaCommentCopyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved.Homepage: http://cavo.co.nr/

 
< Anterior   Próximo >
© 2010 A verdade sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.