30/01 - Repressão e burocracia Imprimir E-mail
Notícias - Política Externa
  

  Cubanos exilados na Espanha.
  eles não podem voltar à Cuba.
  Essa política do governo cubano
  não é criticada pelos nossos gover- 
  nantes, que aliás veneram Fidel... 

Cubanos reforçam apelo para que Dilma intervenha na questão dos direitos humanos
Moradores querem que direitos humanos entre em pauta na visita, que começa nesta
Chico de Gois - O Globo - Envido especial - 30/01/2012
HAVANA - A advogada Barbara Estrabao tem no passaporte um visto dos Estados Unidos. Em Cuba, a página com o símbolo americano e a permissão para entrar no país dos sonhos da maioria dos cubanos equivale a um troféu. Ela o obteve em 26 de agosto de 2011 e, teoricamente, poderia ir a Miami visitar sua família - mãe, duas irmãs e cinco sobrinhos. .
Mas, o documento tem apenas seis meses de validade. O prazo se encerra no mês que vem. E não há nenhuma esperança de que Barbara consiga viajar para estar com seus parentes por um período
Mesmo se tivesse meios econômicos, a burocracia foi quase intransponível: mais de dois anos de espera para obter o sonhado visto. A papelada incluiu uma carta assegurando que Barbara não trabalha para o governo cubano - coisa rara na ilha - agendamento de entrevista, carta dos parentes convidando-a a visitá-los, informações sobre quem pagaria pela passagem e estadia. Além disso, teve de pagar 150 pesos conversíveis, cerca de US$ 180, o que é muito para uma população cujo salário médio é de apenas US$ 20 por mês. Outros US$ 200 foram para o governo processar seu pedido de viagem. O sim das autoridades cubanas é a parte mais difícil de todo o processo, sobretudo para ela, uma opositora ao regime.
Professores e médicos sem saída
As irmãs de Barbara deixaram Cuba há dez anos. A mãe foi para Miami há quatro. Elas vivem na cidade de Hialeah, no condado de Miami. O local escolhido não foi por acaso. Com cerca de 225 mil habitantes, Hialeah é onde vive a segunda maior percentagem de cubanos nos Estados Unidos. Desde que abandonaram a ilha, somente a mãe de Barbara voltou para ver a filha, em 2010. Mas, conta ela, sentiu-se como uma prisioneira no próprio país. Sentimento igual ao da filha.
- Não quero ir embora definitivamente. Aqui é o meu país. Mas quero ter o direito de sair para visitar minha família e poder voltar tranquilamente - afirmou.
Se a situação dela é complicada, pior ainda para médicos e professores. Considerados imprescindíveis para o governo, eles têm pouca chance de obter autorização para viajar. Só conseguem partir para países amigos dos Castro, como Venezuela, Nicarágua e Bolívia. E são controlados de perto. Para os EUA, é praticamente impossível obter a autorização.
Barbara lembra de um caso famoso: o filho de Ilda Molina, um médico, foi para a Argentina e de lá não regressou. Resultado: a mãe esteve presa por dez anos. Só foi solta graças à intervenção da presidente Cristina Kirchner. Agora, Ilda vive na Argentina, com o filho.
É uma intervenção dessa que Barbara espera da presidente Dilma Rousseff:
- Não é uma questão política, mas um problema de família. É muito triste você não poder sair do país para visitar sua família. A presidente Dilma poderia falar com o presidente Raúl Castro para amenizar a situação - disse ela.
O fato é que o direito de ir e vir, na ilha, é um tabu criado pelo governo, que não sabe o que fazer - nem como fazer. Na década de 80, com a abertura do Porto de Mariel, mais de 125 mil cubanos deixaram a ilha.
Nos anos 90, com o colapso da União Soviética e a consequente piora nas condições de vidas dos cubanos, uma nova leva tentou deixar o país. Televisões do mundo inteiro não se cansavam de mostrar milhares lançando-se ao mar em botes improvisados, câmaras de pneus de caminhões e o que mais pudesse flutuar, numa tentativa desesperada de pisar em solo americano. Muitos cubanos morreram no mar.
Barbara não pensa em atirar-se nas águas do Caribe para visitar a família. Ela nem pensa em deixar de vez a ilha. Mas não se conforma em não ter o direito básico de ir e vir.
- Quando você deixou o Brasil, por acaso precisou informar às autoridades de seu país para onde iria? - perguntou ela ao repórter, sabendo que a resposta seria um "não". - Pois aqui, controlam cada passo que alguém vai dar. É muito triste não poder ter o direito de circular livremente.
A presidente Dilma Rousseff chega nesta segunda-feira, no fim da tarde. Na terça, ela deverá assinar acordos nas áreas de saúde e agricultura. Direitos humanos, publicamente, não fazem parte da pauta.
Brasil e Cuba discutem a possibilidade de uma ligação aérea direta entre os dois países. Atualmente, os brasileiros que querem visitar a ilha fazem uma conexão no Panamá. Dilma também irá visitar as obras do Porto de Mariel, financiadas pelo BNDES.

Observação do site  www.averdadesufocada.com
   Essa política do governo cubano não é criticada pelos nossos governantes  e alguns intelectuais...
  Diferenças para o atual governo:
  - O regime cubano é uma democracia;   - O regime militar é chamado de ditadura;
  -  Fidel Castro, que esteve durante quase 50 anos no poder é o PRESIDENTE Fidel;
  - Os presidentes militares, ainda que renovados a cada mandato e eleitos pelo Congresso, foram  ditadores;
  - Os dissidentes cubanos, mesmo os que jamais pegaram em armas, foram  tratados como criminosos e se exilados não podem voltar a Cuba; 
  - Os brasileiros que se auto-asilaram e os que foram banidos - por terem pego em
  armas - são considerados heróis pelo governo e são chamados de "resistentes".
Compartilhe
 

Adicionar comentário


Cdigo de segurana
Atualizar