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24/06 - Dois homens ligados às Farc são condenados em Minas
O juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte, condenou dois homens que tinham ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por formação de quadrilha, latrocínio, porte ilegal de arma e falsidade ideológica. A decisão está sujeita a recurso. As informações são do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Texto completo

Um deles foi condenado a 16 anos e seis meses de reclusão e outro a 16 anos e dois meses. Ambos deverão iniciar o cumprimento de suas penas em regime fechado. O magistrado negou-lhes o direito de recorrer em liberdade, considerando que eles são extremamente perigosos.

De acordo com a denúncia, os acusados foram presos em fevereiro de 2009, em Guaraí, no Tocantins, devido a vários mandados de prisão em diversos Estados. Os criminosos foram levados de avião a Belo Horizonte.

Eles estavam envolvidos em diversos crimes de assalto a banco, com uso de munição pesada e explosivos, que resultaram em sequestros e mortes.

Conforme a denúncia, armas, acessórios de uso policial, placas de veículos e documentos falsos foram encontrados e apreendidos com os acusados dentro de um veículo. Dentre os objetos, havia uma metralhadora que seria usada em um assalto na Venezuela junto com as Farc, segundo um dos criminosos.

No dia 4 de maio deste ano, foi realizada uma audiência para ouvir as testemunhas e interrogar os acusados.

Um deles confessou o assassinato de vigilantes, roubos a veículos, a falsificação dos documentos encontrados com ele e disse ter mantido em cativeiro um juiz, delegados e policiais. Contou ainda que adquiriu armas no Paraguai, Bolívia, Colômbia e Suriname e disse ainda ter tido contato com ex-guerrilheiros das Farc e do Movimento 19 de abril (M19), também uma guerrilha colombiana.

O outro acusado disse que não sabia que seu companheiro transportava armas dentro do veículo e que somente foi contratado para dirigir. Ele declarou que usava documento falso para esconder seu passado criminoso. Confessou ter falsificado a carteira nacional de habilitação e a identidade funcional de investigador de Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Para o juiz, "provas indicam que ele participava ativamente da quadrilha, pois há notícias nos autos de que ele é acusado de participar de um latrocínio ocorrido no Espírito Santo".

Diante de todo o conjunto de provas, o juiz constatou que "o objetivo dos acusados não era somente esconder seu passado criminoso, era também possibilitar amplo acesso às rodovias do país, a facilidade em hospedagens sem se identificarem e para facilitar a execução dos crimes", assinalou.


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Anônimo IP:201.67.10.xxx | 23-08-2009 21:36:19
DETALHES DE CRIME CONTRA A HUMANIDADE. É PRECISO PUNIR ESSES MONSTROS JÁ.
18 de novembro de 1992
Autópsia da sombra
O depoimento terrível de um
ex-sargento que transitava no
mundo clandestino da repressão
militar resgata parte da
história de uma guerra suja


Marival Dias Chaves do Canto tem 45 anos, é moreno, musculoso e está bem conservado para a idade. Nascido na Bahia, morou muitos anos em São Paulo e hoje é dono de um modesto negócio em Vitória, no Espírito Santo. Visto à distância, é um cidadão como qualquer outro. De perto, tem algumas peculiaridades. Chaves, como é conhecido, é um homem tenso, habituado a represar suas emoções. Usa um linguajar que mistura termos policiais e políticos. No seu vocabulário, aparecem com freqüência palavras como "subversivos", para designar os militantes de organizações de esquerda, ou "elemento", quando se refere a uma pessoa qualquer. Na semana passada, Chaves encerrou uma longa série de depoimentos a VEJA e, nas páginas do seu relato, constata-se que Chaves está mesmo longe de ser um cidadão tranqüilo. Ele é o primeiro ex-agente dos órgãos de informação do Exército a contar tudo o que sabe, com os terríveis e esclarecedores detalhes sobre a barbárie dos porões dos anos de chumbo da ditadura militar.

Há mais de uma década, o ex-sargento Chaves vem amadurecendo sua decisão de falar. Quando ainda transitava pelo ventre da besta, entrando e saindo das masmorras de tortura e gastando horas lendo depoimentos de presos políticos. Chaves preocupava-se em memorizar e anotar detalhes. No mês passado, entendeu que a decretação do impeachment do presidente Fernando Collor mudara o país e, em especial, as Forças Armadas, que se mantiveram na legalidade de meras espectadoras da crise. Resolveu contar tudo. Há duas semanas, chamou a mulher e as duas filhas, de 16 e 18 anos, para dizer pela primeira vez que atuava na repressão militar. No início, elas reagiram assustadas. Mais adiante, emocionadas, acabaram estimulando sua decisão de falar. Uma de suas filhas havia saído às ruas para pedir o afastamento de Collor, engrossando o movimento dos caras-pintadas e relembrando os anos rebeldes, e só depois soube que o pai participara ativamente daquele período. "Elas acharam que era importante contar tudo para passar essa parte da História a limpo", afirma Chaves. Tinham razão.

VISITA À PONTE - O dramático relato do ex-sargento sobre a vida e morte nos porões não tem a abrangência cronológica dos vinte anos de ditadura, muito menos o peso do relato de alguém que coordenou as ações e, portanto, contava uma visão global do assunto. A partir da derrubada do presidente João Goulart em 1964, começou a ser deflagrada uma guerra suja e surda no Brasil. Foi menos violenta do que na Argentina, onde houve quase 10.000 desaparecidos. Mas o ciclo da ditadura no Brasil colocou em ação 13.000 militantes de esquerda, distribuídos em 29 organizações que pegaram em armas e outras 22 que optaram pela chamada resistência pacífica. Do outro lado da trincheira, havia pelo menos 400 militares envolvidos diretamente em operações clandestinas. Nesse embate, terroristas assaltaram bancos, seqüestraram e assassinaram. Do outro lado, prenderam pessoas ilegalmente, torturaram e mataram. No total, mais de 4.600 pessoas tiveram seus direitos políticos cassados, cerca de 10.000 foram exiladas e, na lista dos desaparecidos, existem 144 nomes.

O depoimento de Chaves é um relato parcial. Sua importância reside em mostrar por dentro, e pela primeira vez, a rotina da repressão política. Cuidadoso, o ex-sargento falou apenas do que tem certeza e calou sobre as dúvidas. Na tarde de sexta-feira da semana passada, chegou a tomar um avião para São Paulo e ir à Rodovia SP-255, que dá acesso à cidade de Avaré, no interior do Estado. Ali, há duas pontes. Chaves queria vê-las para saber de qual delas eram jogados os corpos de presos assassinados. Estava satisfeito com seu desabafo. "Foi a cúpula militar que se beneficiou com cargos e funções na época da repressão", afirma. "A grande maioria silenciosa queria o Exército profissional, como ele é hoje."

Nos porões, Chaves garante que nunca torturou nem teve envolvimento direto com assassinatos ou ocultação de cadáveres. "Se tivesse feito isso, não estaria dando esse depoimento", diz. Sua missão era avaliar os depoimentos dos presos e cruzá-los com as informações repassadas ao Exército pelos militantes de esquerda que haviam se convertido em informantes. Em 1965, entrou para o Exército, servindo no Arsenal de Guerra em São Paulo. Três anos mais tarde, já sargento, teve o primeiro contato com atividades de informação. "Ficamos sabendo que a vanguarda Pós-Revolucionária, do capitão Carlos Lamarca, estava pintando um canhão com as cores das Forças Armadas para usar numa ação terrorista", relembra Chaves. Depois de fazer cursos de operação na selva, Chaves foi para o Destacamento de Operações de Informações, o DOI, chefiado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Começava seu convívio com o porão.

PEDIDO DE DEMISSÃO - O ex-sargento Chaves trabalhou no DOI paulista até 1976. Dali, mudou-se para Imperatriz, no Maranhão, onde servia num Batalhão de Infantaria da Selva. De Imperatriz, passou por Manaus, até ser destacado para servir em Brasília, no Comando Militar do Planalto, em 1980. No ano seguinte, Chaves, passou para o Centro de Informações do Exército, que comandava as operações do porão. Nessa época, chegou a ser destacado para fazer a segurança do então ditador da Argentina, Leopoldo Galtieri, durante uma visita ao Brasil. Em 1985, tomou uma decisão rara na caserna. Pelos trâmites burocráticos normais, encaminhou uma correspondência pedindo sua demissão do Exército. "Foi duro. Perdi noites de sono, caminhando pela casa, até resolver que não era mais possível suportar aquela pressão", conta. Com sua demissão, Chaves renunciou a mais de vinte anos de sua carreira militar e perdeu todos os benefícios que recebem os militares quando passam para a reserva. Se tivesse permanecido, seria capitão. Hoje, Chaves é um ex-sargento, com a vantagem de que não pode ser punido pelas suas revelações.


A lei da barbárie

Num relato sobre a selvageria do
porão, o ex-sargento conta como
eram mutilados, esquartejados e
ocultados os corpos de presos políticos

Há um ano, o editor Expedito Filho conversou pela primeira vez com o ex-sargento Marival Dias Chaves do Canto, que trabalhou dezessete anos como agente do Destacamento de Operações Internas, o DOI-Codi, em São Paulo, e do Centro de Informações do Exército, em Brasília. Há três semanas, Chaves, especializado em análise de informações, decidiu enfim revelar tudo o que sabe sobre prisão, tortura, assassinato e desaparecimento de cadáveres de presos políticos. Foram mais de vinte horas de entrevista, cujos principais trechos são publicados a seguir:

VEJA - Como eram mortos os presos políticos?

CHAVES - Sei que em São Paulo alguns morriam na tortura. Os que resistiam eram liquidados pelos agentes da repressão política com uma injeção usada para matar cavalos de até 500 quilos. A injeção era aplicada na veia do preso político, que morria na hora. Quem já assistiu a uma cena dessas sabe que é uma das coisas mais grotescas e repugnantes que se pode fazer a um ser humano. Eles matavam e esquartejavam. Agentes que estiveram numa casa mantida pelo Centro de Informações do Exército em Petrópolis, no Rio de Janeiro, me contaram que os cadáveres eram esquartejados, às vezes até em catorze pedaços, como se faz com boi num matadouro. Era um negócio terrível. Eles faziam isso para dificultar a descoberta e a identificação do morto. Cada membro decepado era colocado num saco e enterrado em local diferente. A casa de Petrópolis foi onde o Centro de Informações do Exército mais matou presos e ocultou cadáveres. Os militantes detidos em diversas regiões do país eram enviados dos Estados diretamente para Petrópolis.

VEJA - Quantas casas de tortura e morte eram mantidas pelo Centro de Informações do Exército?

CHAVES - Do final da década de 60 até o início dos anos 70, havia uma casa no bairro de São Conrado, no Rio. Depois, por razões de segurança, mudou-se o centro de tortura e morte para Petrópolis. Eram levados para lá os presos condenados à morte, mas alguns conseguiram sobreviver. Em 1972, o II Exército, em São Paulo, montou os seus centros clandestinos de tortura e assassinatos. Durante um curto período, o Destacamento de Operações de Informações, o DOI, utilizou um sítio na região sul de São Paulo. Ali foram assassinados Antônio Bicalho Lana e a sua companheira Sônia Moraes, ambos da Ação Libertadora Nacional, a ALN.

VEJA - Mas a versão oficial é de que Lana e Sônia teriam morrido durante um tiroteio...

CHAVES - É mentira. Eles foram torturados e assassinados com tiros no tórax, cabeça e ouvido. Os cadáveres foram colocados no porta-malas de um carro e levados até o bairro de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Ali, encenou-se a farsa do tiroteio para simular a morte deles.

VEJA - Depois de abandonar esse sítio, o Destacamento de Operações de Informações abriu outro em São Paulo?

CHAVES - Sim. Era uma época de matança febril. No final de 1973, o DOI usou uma casa no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo. Nesse período montou outro centro clandestino na estrada de Itapevi. Entre 1965 e 1966, funcionou ali uma boate chamada Querosene, que pertencia ao irmão do então subtenente Carlos, fundador da Operação Bandeirantes, a Oban. Só em 1975, por questões de segurança, o cárcere de Itapevi foi substituído por uma fazenda, na beira da Rodovia Castello Branco, a 30 quilômetros de São Paulo. A fazenda era de um amigo do major do exército André Leite Pereira Filho.

VEJA - Como eram equipados os centros de matança?

CHAVES - Eles tinham as coisas de uma casa normal, além dos apar...
Mario T. Silva - p/anônimo comuna desesperado IP:200.149.74.xxx | 23-08-2009 23:35:23
A reportagem copiada foi publicada em 1992, eu a lí, na época. Já se passaram 17 anos, socialistas e comunistas já estão no poder há muito tempo e pelo que me consta nada disso foi confirmado. Falou, falou...E não provou nada. Isso foi reportagem paga. O cara tava querendo aparecer e ganhar dinheiro. Devia ser algum sargento que fez alguma "merda", foi punido e ficou revoltadinho com a instituição. Conhecí alguns assim, infelizmente existem. Tudo que ele falou foi baseado em "agentes me contaram...". Especializado em análise de informações nunca foi, pode ter sido auxiliar, quem faz análise de informações são Oficiais. Isto foi apenas mais uma reportagem da revista para tentar denegrir a imagem das Forças Armadas. De qualquer forma, mesmo que fosse verdade, pelos resultados de hoje ainda teria sido pouco, afinal...GUERRA É GUERRA!!! Ninguém estava lidando com jovens inocentes. A própria reportagem cita: "Nesse embate, TERRORISTAS assaltaram bancos, seqüestraram e assassinaram...". Muitos deles hoje estão no poder.
A editora - Provas Marival IP:201.88.43.xxx | 24-08-2009 11:01:15
O Sargento Marival ainda terá que provar o que disse nos tribunais.
Na época, a revista Veja andou tentando encontrar provas de suas declarações.
Fizeram escavações em um riacho, onde ele diz, que, de uma ponte, os corpos eram jogados .Nada foi encontrado.
As investigações não foram levadas adiante.O sargento Marival foi deixado em paz ( se é que dorme tranquilo). Ninguém procurou saber quem lhe contou sobre as injeções de cavalo, sobre os esquartejamentos. Ninguém procurou saber o endereço exato dos locais onde as pessoas eram assassinadas.
Mas isso, provavelmente ele terá que provar nos tribunais. Muita água ainda vai rolar em baixo dessas pontes...
A editora - Provas, Marival IP:201.88.43.xxx | 24-08-2009 11:28:08
Quanto às descrições de tortura feitas na inicial, o réu jamais permitiria semelhante ato em um local que comandasse, não descartando, entretanto, a hipótese da existência de um outro local desconhecido dele até então, mas que teria existido segundo versão constante da inicial, às fls., onde se encontra:



“A segunda, do ex-sargento Marival Dias Chaves do Canto, do DOI-CODI/SP, em entrevista concedida à revista Veja, em 18/11/1992. Segundo ele: ‘Antonio Carlos e Sônia foram presos no Canal 1, em Santos, onde não houve qualquer tiroteio, e nem ao menos um tiro, apenas a violência dos agentes de segurança que conseguiram imobilizar o casal aos socos, pontapés e coronhadas. (...) Eles foram torturados e assassinados com tiros no tórax, cabeça e ouvido.(...) Foram levados para uma casa de tortura, na zona sul de São Paulo, onde ficaram de cinco a 10 dias até a morte, em 30 de novembro. Depois disso, seus corpos foram colocados à porta do DOI-CODI, para servir de exemplos, antes da montagem do teatrinho.’”



Em decorrência do alegado na inicial, requer, desde, já a oitiva de Marival Dias Chaves do Canto e diligências no sentido de que se apurem onde fica tal local.
Gen Aloisio Rodrigues dos Sant - Marivaldo, Bete Mendes e Dilma IP:189.6.58.xxx | 24-08-2009 15:15:04
Sôbre Marivaldo nada a comentar. Já se desmoralizou, como os carlos, rogers, washingtons, anônimos e outros.Quanto a Bete Mendes e a Dilma, reproduzo o texto a seguir. Se conveniente, outras vezes será reproduzido neste site e em muitos outros.

Não é fácil uma abordagem consistente e objetiva sobre o tema “tortura”, principalmente se a emoção prevalecer sobre a razão e se ainda estiver presente não apenas o confronto ideológico, alimentado pelo ressentimento dos derrotados, mas o pagamento de polpudas indenizações custeadas pelos cofres públicos, com recursos pagos pelos contribuintes que não se manifestam com veemência e com indignação.
Farei algumas considerações sobre tão relevante tema, utilizando um pouco da história de duas ex-militantes de organizações terroristas, de cunho marxista-leninista, que optaram pela luta armada como instrumento para a tomada do poder. Embora fossem responsáveis pela execução de missões simples e burocráticas, uma delas já participava, efetivamente, do planejamento de ações que foram realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A primeira, Bete Mendes (Elizabeth Mendes de Oliveira) -”Rosa”, já na época -1969- artista (não atriz) de televisão, integrante da organização terrorista Vanguarda Armada Revolucionária (VAR) – Palmares, foi presa em 29/Set/1970 pelo DOI/II Ex. Companheiros da “Rosa”, outros sete jovens também foram presos nesta mesma data, todos entregues aos pais e postos em liberdade em 16/Out/1970, aguardando julgamento. Os oito foram absolvidos em 1971.
Em Ago 85, Bete Mendes (ex-Rosa), Dep Fed por São Paulo eleita em 1982 pelo PT, mas sem partido, fez parte da comitiva do Presidente José Sarney em visita ao Uruguai, mesmo não sendo da base governista e sem uma razão aparente que justificasse a sua presença. Durante a visita ocorreram dois contatos rápidos e cordiais da Deputada com o Cel Ustra.
No seu regresso ao Brasil, Bete Mendes encaminhou ao Presidente da República, em 17 Ago, uma carta com acusações ao Coronel, ao mesmo tempo em que a encaminhava, também, à imprensa. Publicado com alarde por todos os meios de comunicação social (jornais, revistas, rádio e televisão), o acusado já estava antecipadamente condenado pelo público e Bete Mendes tornava-se uma celebridade nacional. Em conseqüência, novas declarações, novas publicações na imprensa, que não pesquisava nem confirmava a veracidade dos fatos, o que estimulava a novas declarações, com novas publicações. Assim, o linchamento continuava, com o acusado, em Montevidéu, atônito, surpreso e, praticamente, sem direito de resposta.
Extasiada com o sucesso, Bete Mendes não parou por aí, o que tornou aparentemente mais difícil e complexa a defesa. Acusou o Cel Ustra pela morte de um “amigo” a pancadas e pelos corpos que vira e que estavam na lista de desaparecidos, quando presa entre os dias 30Set e 16Out, sem ter a precaução de verificar, antecipadamente, se ocorrera mesmo qualquer falecimento e/ou desaparecimento naquele período. Foi mais adiante. Ao jornal O Globo, de 17/08/1985, declarou que “...parentes seus foram presos e torturados” e à revista Veja, de 21/08/1985, que “...seus pais também foram detidos e ameaçados de tortura”. Acusações para ninguém botar defeito.
Além desses fatos, inúmeros outros que a imprensa, em geral, nunca mostrou interesse em investigar, pesquisar, publicar e colocar à disposição do seu leitor, para restabelecer, se não a verdade, pelo menos o confronto de idéias, encontram-se relatados no livro “A Verdade Sufocada, a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”. Publicado em abril de 2006, com quase seiscentas páginas, nada do seu conteúdo foi, até hoje, desmentido, contestado, questionado ou mesmo criticado por aqueles que participaram da luta armada ou por outros adversários, o que torna confiável o seu conteúdo e destrói muitos mitos criados pela esquerda mais radical, inclusive o de que Bete Mendes fora torturada.
A outra, a Ministra Dilma Roussef, Chefe da Casa Civil, ex-integrante das organizações terroristas autodenominadas Comando de Libertação Nacional (COLINA) e VAR-Palmares. Que denominações pomposas não?.
Muito se poderia falar e escrever sobre essa ex-militante quanto a sua efetiva participação na luta armada, embora ela tenha se envolvido com um ex-dirigente da VAR em São Paulo, que na época integrava o seu Comando Nacional. Isso a levava a conhecer, com alguma profundidade e muitos detalhes, a política da organização, o que lhe dava muitas vantagens comparativas sobre os militantes de base e algumas sobre os militantes de nível regional/estadual.
Mas Dilma é muito mais “esperta e inteligente” que a Rosa. Talvez com ela tenha aprendido muito em 1985, pois, diferentemente dela, não faz acusações pessoais diretas e objetivas. Prefere a subjetividade para destilar o seu veneno, já que a imprensa em geral aceita com passividade e cumplicidade o que se opõe ao 31Mar64. Acredito que, se o fizer, apresentará “testemunhas que confirmarão com riqueza de detalhes e com precisão cirúrgica a veracidade de suas afirmações” e, só então, mostrará, após mais de “trinta” anos, as seqüelas físicas e psicológicas resultantes por mais de três anos de intensa “tortura”. Por oportuno, acredito que o senador que a interrogou em uma CPI no Congresso, se tivesse a presença de espírito e a competência de um advogado de acusação, por certo pediria à Ministra que mostrasse, reservadamente, as sequelas das torturas que sofreu e que apresentasse publicamente os responsáveis, evitando as possíveis generalizações que desmoralizam o acusador sem acusado.

Gen Aloisio Rodrigues dos Santos

Obs: Se Bete Mendes fosse uma militante inteligente e não se entusiasmasse com a repercussão de suas acusações, por certo o Cel Ustra não teria condições de responder de forma objetiva às acusações que recebeu. Desmentida categoricamente no livro “Rompendo o Silêncio” desse mesmo autor, publicado em 1987, a artista Bete caiu no ostracismo político, ideológico e artístico, pois, os que a estimularam nas acusações não a apoiaram contestando ou criticando o teor do desmentido e,
até hoje, todos mantêm um intrigante silêncio. Até hoje, acredito, Bete Mendes vem sendo regiamente paga pela rede Globo pelos serviços prestados em 1985. Quanto à ministra, as acusações genéricas e sem um alvo definido pararam temporariamente. De qualquer forma, eu afirmo que a primeira encenou uma farsa, enquanto que a outra se associa aos “companheiros” que fraudam a história.
o q faz um R/1, fala bobagens IP:201.10.184.xxx | 24-08-2009 16:42:00
O MP afirma que, por enquanto, as únicas pessoas físicas demandadas na ação são Ustra e Maciel, em virtude de ambos terem figurado no topo da cadeia hierárquica do órgão repressor, permitindo sua identificação imediata. Os demais agentes envolvidos serão demandados em outras ações, esclarecem os autores, na medida em que forem identificadas suas condutas.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, também defendeu punição aos agentes da ditadura militar que torturaram e assassinaram militantes políticos contrários ao regime. "Eles [torturadores] têm que ser julgados, receber uma pena. Depois, podem ser anistiados. Não podem é continuar escondidos por aí", disse. "A Lei da Anistia é política, incide sobre crimes políticos. Na minha opinião, a tortura não pode ser considerada crime político", afirmou.

"Se um agente público invade uma residência na ditadura cumprindo ordem legal, isso é um crime político de um Estado de fato vigente naquele momento. Agora, se esse mesmo agente público prende uma pessoa e a leva para um porão e a tortura, esse crime não é um crime político, porque nem a legalidade da ditadura permitia tortura. Portanto, crimes como esse não poderiam estar abrigados [pela Lei da Anistia]. Agora, isso tem que ser uma interpretação do Poder Judiciário. Não é necessário modificar a lei para que esses crimes sejam punidos." O ministro assinou ontem portaria criando o Memorial da Anistia Política no Brasil. Ele disse ser ainda hoje "militante socialista e revolucionário".
brasileira civil - Gen Aloisio Rodrigues dos Sant IP:189.73.233.xxx | 24-08-2009 22:09:50
O que muito me intriga, é que o método hoje usado pelas autoridades ao prender um cidadão por ter cometido crimes bem menos danoso é muito mais torturador do que os dos anos de chumbo. Sem falar da tortura social que as implantam todos os dias.
Vejam um caso real e vivido hoje nas fronteiras, onde o estado quer expulsar os proprietários de suas propriedades e implantar as FRQS como se fosse aldeias indígenas.
O estado determina que não possa vender água ardente a esses supostos índios.
Mas se o comerciante não atender o que o índio pedir pode ter certeza é mais um que vai deixar uma família órfã, pode ter certeza que o machado ou a foice vai deslizar sobre a cabeça do pobre homem ou mulher que cumpriu a ordem do estado.
E mais sabe qual é a assistência que o estado serve a esse órfão?
Surpresa: é uma aposentadoria miserável, e o acompanhamento social que o município fornece é enviar um assistente social nas casas disse pobres sofredores para entregar preservativos.
Se alguns necessitar de atendimento médico tem de programar uma agenda com 40 dias de espera e se precisar de exames é mais 40 dias para coletar o exame e isso é para todos os brasileiros que se apresentarem como trabalhador.
Mas se dizer que é supostos índio imediatamente vem uma auxiliar de enfermeira receber na porta do hospital e te passar na frente de tosos aqueles que fizeram o processo de espera.
Lembro-me daquele tempo de chumbo em que íamos ao hospital e sairíamos atendido em menos 4 horas isso quando tínhamos que esperar.
Eram pouquíssimos os que procuravam clinica particulares já que eram todos muito bem atendido no hospital publico.
Nós sociedade fomos muito enganados principalmente pela maldita canal de TV que manipulou toda a s famílias e nossos valores....
Hoje reconhecendo essa falha por ter se empolgando com a TV e permitimos ser manipulados, estamos buscando meios de se manifestar, mas confesso que é muito difícil, já que não temos hábitos de manusear armas de fogo como esses militantes comunistas e também não temos o apoio da merda da mídia e muito menos da autoridades de estado, já que o governo é o que promove os ataques contra a sociedade.
Por isso preço se as FFAA tiverem mesmo o objetivo de cumprir com o verdadeiro dever defenda-nós.
Não esperem e nem acreditem que ha possibilidade de justiça com esse sistema falido e dirigido por militantes guerrilheiros.
Desculpe-me: GENERAIS
Caipirão - Dedico a ratazanas IP:201.48.2.xxx | 25-08-2009 17:50:06
Acaso alguem se espanta diante disto? Não foi nem é novidade mas e estes aqui ?

http://www.youtube.com/watch?v=2ItL3O9_uHY

E temos mais este aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=cTRz3tEXb9Y&feature=PlayList&p=3521071EDB48DAD7&playnext=1&playnext_from=PL&index=28

Eis o que são eles:

http://www.youtube.com/watch?v=hD2uVwJmiJ4

Peças encaixando:

http://www.youtube.com/watch?v=ODUIFC_y_Vs

Encerre-se com isto ai:

http://www.youtube.com/watch?v=chrxeZh5j04

Aproveitando o ensejo lanço aqui um repto aos cnalhas e ratazanas vermelhas vamos debater estas pequenas questões? A foto doi apedeuta com colar de folhas de coca não e apologia ao crime? ninguem vai denunciar?

Pedro Henrique(s) Bougleux
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