
| 18/03/13 - Miriam desequilibra a esperança |
Por Marco Balbi – 17/03/2013 Movida pela mais pura doutrina gramscista, por tê-la estudado com profundidade ou acreditado nela, pois não quero crer que ela seja uma inocente-útil, adotou o senso comum modificado do politicamente correto. E passou a fazer programas e abordagens privilegiando as minorias. E, para surpresa geral, adotou a minoria(?) feminina como prioridade. Vive fazendo proselitismo a favor do sexo frágil(?), quando não está criticando alguma coisa dos “tempos da ditadura e do autoritarismo.” Em seu último programa, com extensão para a coluna publicada em 16 de março, conseguiu combinar as duas coisas. Ao entrevistar a Almirante Dalva, primeira mulher a atingir o almirantado, o fez para homenagear as mulheres pela passagem do Dia Internacional. Até aí tudo bem, acho merecido o destaque. Logo, tal fato será corriqueiro, as outras Forças Armadas, onde o ingresso das mulheres se deu a posteriori também terão suas mulheres promovidas ao generalato. Mas, a entrevistadora gramscista Miriam não se daria por rogada enquanto não obtivesse uma declaração bombástica da Almirante Dalva. Em sua última pergunta pressionou a entrevistada a opinar sobre a Comissão da Verdade. A Almirante Dalva, de maneira inteligente deu uma resposta, diria eu, política. Mas, a Miriam não sossegou e partiu para a definição: o que a entrevistada pensava sobre a verdade? Ora, até Collor, Renan, Dirceu, Genoíno, Maluf, Bruno e Mizael acham que se deve falar sempre a verdade. E quando a Almirante Dalva então respondeu que lógico ela era a favor da verdade, Miriam Leitão pode triunfalmente encerrar a entrevista, colocando na boca da entrevistada: a senhora é a favor da Comissão da Verdade! The end!
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